KABUKI

KABUKI

Teatro tradicional japonês, concentrado nos gestos, nas expressões corporais e no espectáculo da beleza física e psicológica, fundado no início do século XVII por Okuni, uma sacerdotisa e bailarina do templo xintoísta de Izumo, em Kyoto. Por esta altura, o kabuki rivalizava com outras formas tradiconais de teatro como o espectáculo de marionetas (jôruri ou bunraku), persistindo ainda as representações clássicas de nô. Os cenários, a encenação e a maquilhagem tem muitas semelhanças com o teatro nô, mas os actores não usam máscaras e têm maquilhagens complexas. O estilo único de Okuni ganhou raízes no teatro nipónico que continua a cultivar o género com grande popularidade. Até ao século XVII, o teatro nipónico era representado por actores homens, que também faziam os papéis femininos, nos quais se especializavam tomando o nome de onnagata. O período de ouro do kabuki, conhecido por Genroku, corresponde a uma renovação dos costumes do povo nipónico que vivia nas cidades, por contraste com outras formas de representação mais conservadoras e elitistas como o teatro nô. Os temas do espectáculo kabuki são, preferencialmente, as lendas e os mitos populares, podendo serem distinguidas três variantes: o jidaimono (peças de fundo histórico), o sewamono (drama doméstico) e o shasagoto (danças rituais). O dramaturgo Chikamatsu Monzaemon (1635-1725) e os actores Ichikawa Danjuro e Sakata Tojuro marcaram o período Genroku. No começo do século XVIII, a crescente popularidade do teatro de marionetas levou a um certo esquecimento do kabuki, que se renovaria para o final desse século, aproximando-se mais da realidade e transferindo a sua sede de popularidade para outros centros culturais como Osaka e Edo. Por volta de 1868, e seguindo a abertura do Japão ao mundo ocidental, o kabuki adaptou-se uma vez mais ao seu tempo. Já no século XX, e resistindo aos vários conflitos políticos e militares, incluindo a II Grande Guerra que fez desaparecer muito actores, o kabuki ainda concorre com outras formas de representação mais populares como o cinema, o espectáculo televisivo ou o teatro contemporâneo, e persiste no Japão como arte tradicional enormemente respeitada. Em Tóquio, existem hoje salas especialmente dedicadas ao kabuki.{bibliografia}Leonard C. Pronko: “Kabuki Today and Tomorrow”, Comparative Drama, 6 (Kalamazoo, 1972); Yukio Hattori: “Staging Kabuki Plays”, Acta Asiatica, 73 (Japão, 1997). http://www.fix.co.jp/kabuki/biblio.html http://www.fix.co.jp/kabuki/about/kabukihistory.html

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Teatro tradicional japonês, concentrado nos gestos, nas expressões corporais e no espectáculo da beleza física e psicológica, fundado no início do século XVII por Okuni, uma sacerdotisa e bailarina do templo xintoísta de Izumo, em Kyoto. Por esta altura, o kabuki rivalizava com outras formas tradiconais de teatro como o espectáculo de marionetas (jôruri ou bunraku), persistindo ainda as representações clássicas de nô. Os cenários, a encenação e a maquilhagem tem muitas semelhanças com o teatro nô, mas os actores não usam máscaras e têm maquilhagens complexas. O estilo único de Okuni ganhou raízes no teatro nipónico que continua a cultivar o género com grande popularidade. Até ao século XVII, o teatro nipónico era representado por actores homens, que também faziam os papéis femininos, nos quais se especializavam tomando o nome de onnagata. O período de ouro do kabuki, conhecido por Genroku, corresponde a uma renovação dos costumes do povo nipónico que vivia nas cidades, por contraste com outras formas de representação mais conservadoras e elitistas como o teatro nô. Os temas do espectáculo kabuki são, preferencialmente, as lendas e os mitos populares, podendo serem distinguidas três variantes: o jidaimono (peças de fundo histórico), o sewamono (drama doméstico) e o shasagoto (danças rituais). O dramaturgo Chikamatsu Monzaemon (1635-1725) e os actores Ichikawa Danjuro e Sakata Tojuro marcaram o período Genroku. No começo do século XVIII, a crescente popularidade do teatro de marionetas levou a um certo esquecimento do kabuki, que se renovaria para o final desse século, aproximando-se mais da realidade e transferindo a sua sede de popularidade para outros centros culturais como Osaka e Edo. Por volta de 1868, e seguindo a abertura do Japão ao mundo ocidental, o kabuki adaptou-se uma vez mais ao seu tempo. Já no século XX, e resistindo aos vários conflitos políticos e militares, incluindo a II Grande Guerra que fez desaparecer muito actores, o kabuki ainda concorre com outras formas de representação mais populares como o cinema, o espectáculo televisivo ou o teatro contemporâneo, e persiste no Japão como arte tradicional enormemente respeitada. Em Tóquio, existem hoje salas especialmente dedicadas ao kabuki.{bibliografia}Leonard C. Pronko: “Kabuki Today and Tomorrow”, Comparative Drama, 6 (Kalamazoo, 1972); Yukio Hattori: “Staging Kabuki Plays”, Acta Asiatica, 73 (Japão, 1997). http://www.fix.co.jp/kabuki/biblio.html http://www.fix.co.jp/kabuki/about/kabukihistory.html

2009-12-24 08:06:35
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