JOGO (1)

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Termo que traduz o conceito desconstrucionista de jeu (em inglês traduzido com mais precisão por freeplay), para afirmar o processo de concretização do sentido das palavras, cujo mecanismo não se encontra pré-determinado, mas disseminado e em constante revisão. Para Derrida, as palavras não têm um sentido único, estável ou permanente, mas encontram-se constantemente à deriva, num jogo aberto de significações. De um ponto de vista pragmático, esta tese da indeterminação do sentido não tem validade, pois dessa forma anula-se a possibilidade de fundar a comunicação entre os indivíduos. O jogo aberto de Derrida entra também em colisão com a doutrina estruturalista sobre o sentido que era entendido como resultado da estrutura fixa comum a todas as palavras. O sentido de uma palavra só existe em função da forma como se relaciona com outras palavras, defende Derrida, e esse sentido está sempre adiado e diferido, num jogo interminável de significações. Esta tese radical pode facilmente ser contrariada pelo menos por certas forma de comunicação que dependem de fórmulas fixas como uma carta e ou uma notícia. A expressão "Caro Senhor" não tem certamente diferenças de sentido em vários contextos epistolares e é imediatamente compreendida por qualquer indivíduo. A variante "Prezado Senhor" ou outras variantes não constituem diferenças de sentido, dentro do modelo derridiano, mas apenas registos verbais diferentes para o mesmo sentido básico. As expressões de insulto são também semanticamente fixas em cada língua, podendo variar a forma como um insulto é recebido e não o sentido que ele tem num dicionário. Estes exemplos mostram que certas palavras têm de facto um sentido mais ou menos estabilizado, independentemente do seu uso. A linguagem literária é aquela que tem mais a ganhar na tese do jogo derridiano, uma vez que a construção do discurso literário depende inteiramente da forma como um sentido é criado e recriado. Um texto literário que fixe o sentido das suas palavras é um texto hermeneuticamente morto, e não parece que tal texto exista.

DESCONSTRUÇÃO
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Termo que traduz o conceito desconstrucionista de jeu (em inglês traduzido com mais precisão por freeplay), para afirmar o processo de concretização do sentido das palavras, cujo mecanismo não se encontra pré-determinado, mas disseminado e em constante revisão. Para Derrida, as palavras não têm um sentido único, estável ou permanente, mas encontram-se constantemente à deriva, num jogo aberto de significações. De um ponto de vista pragmático, esta tese da indeterminação do sentido não tem validade, pois dessa forma anula-se a possibilidade de fundar a comunicação entre os indivíduos. O jogo aberto de Derrida entra também em colisão com a doutrina estruturalista sobre o sentido que era entendido como resultado da estrutura fixa comum a todas as palavras. O sentido de uma palavra só existe em função da forma como se relaciona com outras palavras, defende Derrida, e esse sentido está sempre adiado e diferido, num jogo interminável de significações. Esta tese radical pode facilmente ser contrariada pelo menos por certas forma de comunicação que dependem de fórmulas fixas como uma carta e ou uma notícia. A expressão "Caro Senhor" não tem certamente diferenças de sentido em vários contextos epistolares e é imediatamente compreendida por qualquer indivíduo. A variante "Prezado Senhor" ou outras variantes não constituem diferenças de sentido, dentro do modelo derridiano, mas apenas registos verbais diferentes para o mesmo sentido básico. As expressões de insulto são também semanticamente fixas em cada língua, podendo variar a forma como um insulto é recebido e não o sentido que ele tem num dicionário. Estes exemplos mostram que certas palavras têm de facto um sentido mais ou menos estabilizado, independentemente do seu uso. A linguagem literária é aquela que tem mais a ganhar na tese do jogo derridiano, uma vez que a construção do discurso literário depende inteiramente da forma como um sentido é criado e recriado. Um texto literário que fixe o sentido das suas palavras é um texto hermeneuticamente morto, e não parece que tal texto exista.

2009-12-24 08:42:12
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