JUVENILIA

JUVENILIA

Escritos da juventude. Diz-se dos primeiros textos escritos por um autor, ainda numa fase experimental e com traços próprios de um espírito jovem que se inicia nas letras. Uma juvenilia não é necessariamente uma obra menor ou de pouca divulgação. Pode tornar-se uma obra clássica ou um best-seller internacional, como nos casos de O Diário de Ane Frank (1945) e de O Diário de Zlata (1994). Quase todos os grandes escritores possuem juvenilias, que contêm já as sementes da obra futura que os há-de consagrar. O modo lírico é talvez o mais profícuo em juvenilias. Antero de Quental, ao prefaciar a sua juvenilia a que deu o nome de Primaveras Românticas (1872), justificou a oportunidade de tal publicação de um autor enquanto jovem em termos que servem a maior dos casos: “Se me perguntarem porque publico estes versos, marcos poéticos tão distanciados já no caminho da vida real, e cujo merecimento moral (salvo a moralidade íntima da intenção, a sinceridade no sentimento) é talvez ainda inferior ao merecimento literário — responderei: porque não me envergonho de ter sido moço. Ter sido moço é ter sido ignorante, mas inocente. A luz intensa e salutarmente cruel da realidade dissipa mais tarde as névoas doiradas da fantasiadora ignorância juvenil.”

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Escritos da juventude. Diz-se dos primeiros textos escritos por um autor, ainda numa fase experimental e com traços próprios de um espírito jovem que se inicia nas letras. Uma juvenilia não é necessariamente uma obra menor ou de pouca divulgação. Pode tornar-se uma obra clássica ou um best-seller internacional, como nos casos de O Diário de Ane Frank (1945) e de O Diário de Zlata (1994). Quase todos os grandes escritores possuem juvenilias, que contêm já as sementes da obra futura que os há-de consagrar. O modo lírico é talvez o mais profícuo em juvenilias. Antero de Quental, ao prefaciar a sua juvenilia a que deu o nome de Primaveras Românticas (1872), justificou a oportunidade de tal publicação de um autor enquanto jovem em termos que servem a maior dos casos: “Se me perguntarem porque publico estes versos, marcos poéticos tão distanciados já no caminho da vida real, e cujo merecimento moral (salvo a moralidade íntima da intenção, a sinceridade no sentimento) é talvez ainda inferior ao merecimento literário — responderei: porque não me envergonho de ter sido moço. Ter sido moço é ter sido ignorante, mas inocente. A luz intensa e salutarmente cruel da realidade dissipa mais tarde as névoas doiradas da fantasiadora ignorância juvenil.”

2009-12-24 09:07:17
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