A

À-PROPOS
À-PROPOS
CAUSERIE
À-PROPOS

Expressão francesa que em termos literários designa um texto produzido propositadamente (à-propos) para uma ocasião especial: uma efeméride, um centenário, uma comemoração, um colóquio, etc. Geralmente, o tempo de vida destas obras é limitado ao momento histórico para que foram concebidas. As Conferências do Casino Lisbonense (1871) podem ser consideradas textos à-propos, já que foram pronunciadas uma só vez (no Casino Lisbonense), num único momento histórico (o despertar da Geração de 70), com um único objectivo (a afirmação pública dos conferencistas pela diagnóstico crítico da Nação).

2009-12-30 08:35:31
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ABECÊ
ABECÊ
ABECÊ

É uma forma poética, de origem medieval e que, a partir do Renascimento, foi incorporada pela literatura popular de tradição oral, publicada em folhetos de cordel. Como o nome já sugere, trata-se de um esquema de versos que se inicia, pelas sucessivas letras do alfabeto (de A a Z), desenvolvendo um tema ou assunto e exigindo grande talento do cantador. É género difícil que exige imaginação e destreza no disciplinar os assuntos e organizar o discurso poético.
Sua estrutura antiga tem-se mantido: versos em redondilhas 7 sílabas em sextilhas (estrofes de 6 versos). O mais antigo Abecê registado pela história é o de Santo Agostinho, Psalmus contra partem donati, conhecido como Psalmus Abecedarius (datado do ano 393). Há um famoso, escrito no séc. IX, cantando a batalha de Fontenoy, travada entre os netos de Carlos Magno, no ano de 841, versus de Bella que fuit acta Fonteneto. Na Renascença, o género popularizou-se, concorrendo com “romance” e cantigas.
Na Espanha, foi cultivado por Juan del Encina e mais tarde por Lope De Vega, com modificações de forma, como em Portugal o fizeram também, Camões (que compôs abacês em tercetos, com rimas abb, cdd, eff, etc.) e Gonçalo Fernandes Trancoso ( que compôs abecês sentenciosos, em quadras e versos hendecassílabos). Em Portugal, o género foi desaparecendo. Trindade Coelho tentou resgatá-lo com o ABC do Povo (1906).
No Brasil, o abecê entrou nos tempos coloniais, com a literatura de cordel e é cantado até hoje (anos 90) em feiras, festas e praças. Seus principais temas são: façanhas de cangaceiros valentes, boi fugitivos ou malassombrados, batalhas famosas, louvações a santos, a figuras ulustres, aanimais indomáveis (bodes, onças, vacas …) etc., etc.
Os abecês antigos, de tradição oral, eram anónimos. Em nosso século, começam a aparecer os abecês assinados, revelando sempre o nome do cantador que os inventou. Entre os mais famosos cantadores do início do século, estão: Nicandro Nunes da Costa, Jesuíno Alves Brilhante, Leandro Gomes de Barros, João Martins de Athayde, Cuíca de Santo Amaro e Rodolfo Coelho Cavalcante, entre outros. O abecê continua a ser uma das mais afamadas formas de canto ou recitativo popular e tem seus grandes cultores. Um dos mais afamados em nosso dias, é Paulo Nunes batista (paraibano por nascimento e goiano por adopção), que já publicou centenas de abecês, milhares de folhetos de cordel, para além de livros de poesia culta, espiritualista.
{bibliografia}
Luís da Câmara Cascudo, Dicionário do Folclore Brasileiro, 2 vols., Rio de Janeiro, 1962; Joseph M. Luyten, Literatura de cordel em São Paulo: saudosismo e agressividade, São Paulo, 1991; id., O que é Literatura Popular, São Paulo, 1983; Marlise Meyer (org.), Autores de Cordel, São Paulo, 1980; Franklin Maxado, Cordel, Xilogravura e Ilustrações, Rio de Janeiro, 1982; id., O que é literatura de cordel, Rio de Janeiro, 1980.

2009-12-29 12:54:23
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ABJECÇÃO
DECADENTISMO, DESCENTRALIZAÇÃO, SURREALISMO
ABJECÇÃO

Tudo o que se afasta do sistema de valores morais e sociais de uma comunidade ao ponto de ser repulsivo; tudo o que é degradação, envilecimento, aviltamento pessoal ou social. A moral ocidental considera abjectos certos aspectos como a droga, a blasfémia, o incesto, crimes de sangue, perversões sexuais, dejectos animais, o canibalismo, etc. Como observa Barbara Creed: “The place of the abject is where meaning collapses, the place where I am not. The abject threatens life, it must be radically excluded from the place of the living subject, propelled away from the body and deposited on the other side of an imaginary border which separates the self from that which threatens the self.” (Horror And The Monstrous Feminine: An Imaginary Abjection, Routledge, Londres, 1993, p.65).
Trata-se de um tema com uma tradição particularmente forte na literatura francesa contemporânea, de Baudelaire a Céline. Julia Kristeva dedicou-lhe um extenso ensaio, Pouvoirs de l´horreur: essai sur l´abjection (1980), onde identifica o momento primordial da abjecção com a separação da mãe, inspirada na psicanálise de Lacan, porque é essa a primeira vez que nos revoltamos com a nossa própria fonte de vida. A criança entra então no domínio do Simbólico, representado na autoridade paterna. Uma vez adultos, a abjecção surge-nos quer como fonte de receio quer como princípio de identificação. O processo de constituição do sujeito passa sempre pelo domínio do Imaginário, onde se aloja o abjecto, mesmo que o queiramos erradicar. A teoria de Kristeva parte das figuras que são capazes de nos transportar de novo para o domínio do abjecto e, dessa forma, ameaçando a formação da identidade. O sentimento da náusea é uma dessas figuras biológicas capazes de nos transportar rapidamente para o domínio do abjecto.
Trata-se, portanto, de um tema relacionado com a ideia de descentralização ou desenraizamento do sujeito em relação a uma norma ou padrão, recorrente em poetas que cultivaram a degenerescência pessoal e a decadência social, como o faz em vários momentos Fernando Pessoa: em “Considerações pós-revolucionárias”, comentando o efeito e as causas da revolução de 5 de Outubro de 1919, escreve: “Em situação social tão pavorosamente degradante, o mero facto de se poder fazer uma revolução, uma sublevação vitoriosa é de extraordinário alcance para o sociólogo. Porque na abjecção suprema, quando essa abjecção o é real e supremamente, não cabe nem na alma colectiva, nem em qualquer parcial (…) o poder revoltar-se eficazmente, dominadoramente. Quando numa situação em aparência abjecta ao último ponto se dá um movimento revolucionário vitorioso, o sociólogo conclui que a vitalidade nacional não está extinta ou senil, mas adormecida apenas.” (Da República (1910-1935), de Fernando Pessoa, recolha de textos de Maria Isabel Rocheta e Maria Paula Mourão, introdução e organização de Joel Serrão, Ática, Lisboa, 1979). Na poesia, Pessoa ortónimo compara a sua baixeza à de “Cristo”:
 
Como tu eu não fui nada,
E vales mais do que eu;
Nada eu.
………………………………….
Assim sou e em meu nome
Inda muitos o serão;
Um Deus – supremo renome,
E doido! – suma abjecção.
 
No poema “Dactilografia” (19-12-1933), Álvaro de Campos confessa o seu “tédio fundamental” – variante sensitiva da abjecção – que lhe produz uma náusea profunda – também íntima do sentimento de abjecção, sobretudo quando se trata de nausea vitae:
 
Que náusea da vida!
Que abjecção esta regularidade!
Que sono este ser assim!
 
O protagonista Roquentin do romance filosófico de Jean-Paul Sartre La Nausée (1938) podia ser este Álvaro de Campos. À procura de uma resposta para as contingências da vida, ambos experimentam essa náusea (ou abjecção, neste sentido) que é apreensão da consciência da sua própria essência como reveladora do ser. Quando esta essência se torna numa obrigação, quando o sujeito se interroga por que é, quando se prolonga indefinidamente a revelação do ser, tem lugar o sentimento da náusea ou abjecção da vida. “Aquela náusea que é o sentimento que sabe que o corpo tem a alma.” é experimentada no momento em que a consciência compreende que não há escolha possível e que só tem um objectivo a atingir: transformar-se ela própria no objecto da aprendizagem da vida.
Bernardo Soares, em Diário Lúcido (s.d.), dá-nos a nota final de um abjecto predestinado: “De modo que caí naquele centro de gravidade do desdém alheio, em que não me inclino para a simpatia de ninguém. Toda a minha vida tem sido querer adaptar-me a isto sem lhe sentir demasiadamente a crueza e a abjecção.”
Os poetas surrealistas portugueses cultivaram o abjeccionismo como forma de expressão anti-literária. Mário de Cesariny publicou uma antologia Surrealismo/Abjeccionismo (1963, reeditada em 1992).
{bibliografia}
 
Julia Kristeva: Pouvoirs de l´horreur: essai sur l´abjection (1980);
Mário Cesariny de Vasconcelos: Surrealismo/Abjectionismo: Antologia das Obras em Português Seleccionadas por Mário de Cesariny de Vasconcelos de Acordo com o Propósito Inicial (1992);
Samantha Pentony: “How Kristeva’s theory of abjection works in relation to the fairy tale and post-colonial novel: Angela Carter’s The Bloody Chamber, and Keri Hulme’s The Bone People”, Deep South, vol.2 nº 3 (1996).
 

2009-12-29 12:55:36
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ABREVIAÇÃO DE TEXTO
CONTRACÇÃO DE TEXTO
ABREVIAÇÃO DE TEXTO

Verbete por redigir

2009-12-31 13:15:49
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ABSTRACT
ABSTRACT
RESUMO
ABSTRACT

Termo inglês para o resumo de uma tese de mestrado ou doutoramento. Trata-se de uma convenção internacional: o autor de uma tese académica deve produzir um abstract (cerca de 300 palavras), que acompanha a dissertação e é enviado para uma instituição (UMI) que edita regularmente o Dissertation Abstracts International (1ªed., 1987). Esta base de dados multidisciplinar inclui mais de um milhão títulos desde 1861 até hoje e está disponível online . É actualizada mensalmente. Esta obra de referência é fundamental porque possibilita a divulgação internacional dos trabalhos académicos mais relevantes; permite recolher informação bibliográfica original; agrupa numa mesma área científica o trabalho académico produzido; e, do ponto de vista de quem inicia investigação, permite saber de antemão se um dado tema é ou não original. A prática de abstracts não se resume, naturalmente, à literatura. Este tipo de divulgação de informação especializada, editada quase sempre em CD-Rom, estende-se também, por exemplo, à história (Historical Abstracts, da ABC-CLIO Inc, 1991, que inclui resumos de mais de 2100 periódicos internacionais sobre história mundial, desde 1450 aos nossos dias) e às ciências gerais (Wilson: General Science Abstracts , da H. W. Wilson Company, 1995, um catálogo vastíssimo de várias disciplinas, integrando os resumos de 140 jornais e revistas científicos e profissionais editados em inglês).
{bibliografia}
http://infoshare1.princeton.edu:2003/databases/about/dis_abs.html
http://www.ull.ac.uk/ASQ/guides/databases/dai.html
http://www.lib.berkeley.edu/TeachingLib/Guides/CDROM/DAI.html
 

2009-12-29 12:57:10
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ABSURDO
ABSURDO
CÓMICO, EXISTENCIALISMO, GROTESCO, FANTÁSTICO (GÉNERO), NONSENSE, NURSERY RHYMES, TEATRO DO ABSURDO, WIT
ABSURDO

O sem-sentido; a inconformidade com as leis da coerência e da lógica; diz-se de todo o texto que não possua lógica interna e não obedeça a determinadas regras ou condições. O trabalho de desconstrução textual pode ser considerado uma tentativa de redução de um texto a um estado ad absurdum, pela revelação das suas contradições internas e impossibilidades lógicas, quer sejam imanentes a esse texto quer lhe sejam impostas. Falamos então dos absurdos de um texto quando nos referimos às suas proposições, ideias ou teses sem sentido. Na história da filosofia, o absurdo é um conceito que remonta aos eleatas, sobretudo aos paradoxos de Zenão de Eleia que reduziram à condição de absurdo as teses pitagóricas. Diógenes de Laércio considerou inclusive Zenão de Eleia o criador da dialéctica, então entendida como a lógica que se reduziu ao absurdo. Este tipo de redução será ainda explorado pelos escolásticos, em dois métodos principais (que hoje podemos reconhecer, por exemplo, quer nas estratégias desconstrucionistas quer nos processos de construção de discursos parodísticos de muita literatura pós-moderna): a probatio per absurdum (a "prova pelo absurdo", isto é, a demonstração da verdade de uma proposição pela falsidade evidente da proposição que se lhe opõe) e a reductio ad absurdum (a "redução ao absurdo", um método irónico que visava ridicularizar uma doutrina adversária pela demonstração da falsidade de uma proposição levada até ao extremo das suas consequências). Na história da lógica até à Escolástica, vemos que o absurdo é tomado como sinónimo do falso. Na história da teologia, o termo está testado em Tertuliano (160?-230), fundador da Igreja, que argumentou que a maior verdade do Cristianismo era a sua absurdidade: Creo quia absurdum est. ("Creio porque é absurdo." – frase atribuída erradamente a Santo Agostinho) foi a sua resposta, perante o facto de ser tão irracional ter existido alguém que tenha sofrido tanto pela humanidade que tal só pode ser verdade, pois ninguém iria inventar tamanha absurdidade. Esta tese será retomada por Kierkegaard muitos séculos mais tarde. Contemporaneamente, o termo está relacionado com o existencialismo francês, tendo sido aplicado a muita literatura do género. O absurdo é o que resiste a todas as questões existenciais; é o que fica depois de perguntarmos qual o sentido da existência. Neste sentido, o ensaio de Albert Camus sobre o absurdo, O Mito de Sísifo, fez escola, mostrando que todo o esforço humano, representado na figura mítica de Sísifo, é inútil. A tradição racionalista que colocava o homem no centro de uma ordem social equilibrada, onde se revelava sempre ou como herói ou como indivíduo que respeita os bons costumes, sucede agora uma visão do homem como indivíduo solitário, destituído de qualquer moral, jamais possuindo qualquer verdade, e sempre angustiado perante o nada para onde terá que caminhar irremediavelmente. O universo de Camus é um mundo feito de despropósitos, onde nada tem valor ou sentido. Portanto, a existência humana que aí se observa tem ela própria uma natureza absurda. As personagens da ficção de Kafka, por exemplo, vivem muito desta condição de absurdidade, pois são empurradas para situações incompreensíveis das quais não se vislumbra nenhuma saída. Este tipo de situação tem sido explorado de forma singular no drama contemporâneo, sobretudo a partir do teatro de Beckett, constituindo inclusive um género autónomo conhecido por teatro do absurdo. Quer neste tipo de teatro quer na ficção que explora a absurdidade, o denominador comum é a crença numa condição humana desprovida de sentido, a qual só pode ser revelada por obras literárias que sejam também elas próprias, pelo menos na aparência, marcadas pela mesmo sem sentido. A principal diferença entre os dramaturgos do absurdo e os romancistas existencialistas consiste na tentativa de explicação do real que apenas os segundos admitem ser possível. O nonsense, ou o absolutamente sem-sentido, o grotesco, ou representação do ridículo, o fantástico, ou as representações para além do real, o humor negro, ou o mero recurso cómico ao macabro, são conceitos próximos do absurdo, mas devem ser distinguidos entre si. A distinção mais difícil talvez seja entre o sem-sentido (ou nonsense) e o absurdo, que apresentámos como sinónimos na definição de abertura do termo (tese defendida, por exemplo, por Thomas Hobbes, em Leviatã e em De Corpore, onde apresenta uma tábua de proposições absurdas). Em Investigações Lógicas (III, 12), Husserl entende-os como diferentes entre si, porque o sem-sentido não possui uma gramática, isto é, não tem leis naturais de significação, ao passo que o absurdo é apenas visto como uma parte especial do que tem sentido, sendo por isso sinónimo de contrasenso. Sendo este tudo o que é contrário ao bom-senso, portanto, tudo o que imobiliza o senso comum, a literatura do absurdo tende a não distinguir estes termos. Esta literatura pode ser identificada no teatro de Plauton, nas paródias medievais, nas nursery rhymes, no Book of Nonsense (1846), de Edward Lear, em Through the Looking-Glass (1871), de Lewis Carroll, no teatro do absurdo, que explora todas as formas de ausência ou incapacidade de comunicação.{bibliografia}Albert Camus: O Mito de Sísifo: Ensaio sobre o Absurdo (2ª ed.
rev. e aum., 1945); Arnold P. Hinchliffe: The Absurd (1969); B.
K. Banker: "Albert Camus and the Concept of the Absurd", Commonwealth
Quarterly, 5, 17 (Karnataka State, India, 1980); Charles B. Harris:
Contemporary American Novelists of the Absurd, (1971); David D.
Galloway: The Absurd Hero in American Fiction: Updike, Styron, Bellow
and Salinger (1966); Donald Palumbo: "The Question of God’s
Existence, the Absurd, and Irony: Their Interconnection in the
Philosophical and Literary Works of Sartre and Camus", Lamar: Journal
of the Humanities, 12, 1 (Beaumont, TX, 1986); Elizabeth Sotirova:
"The Absurd as a Specific Form of Realism", History of European Ideas,
20, 1-3 (Tarrytown, NY, 1995); Gerhard Hoffmann: "The Absurd and Its
Forms of Reduction in Postmodern American Fiction", in Approaching
Postmodernism: Papers Presented at a Workshop on Postmodernism, ed.
por Douwe Fokkema e Hans Bertens (1986); H. Gene Blocker: The
Metaphysics of Absurdity (1979); Henri Peyre: "The Notion of the
Absurd in Contemporay French Literature", Prose, 4 (Nova Iorque,
1972); J. Cruickshansk: Albert Camus and the Literature of Revolt
(1959); J. Quilles: Jean-Paul Sartre: El existencialismo del absurdo
(1949); Jacqueline Lévi Valensi: "Aspects de l’absurde dans quelques
romans français contemporains", Francofonia, 10 (Florença, 1986);
Jean Bessière: "Mimesis de l’absurde", La Revue des lettres modernes,
767-770 (Fleury-sur-Orne, 1986); L. Kofler: Arte abstracto y
literatura del absurdo (1974); Naomi Lebowitz: Humanism and the
Absurd in the Modern Novel (1971); P. van den Bosech: Les Enfants
de l’absurde (1955); Raymond Poulin: «Les Figures de l’absurde dans
les récits et essais d’Albert Camus», Tese de Doutoramento (Univ. de
Montreal, 1992); Richard Boyd Hauck: A Cheerful Nihilism: Confidence
and "the absurd" in American Humorus Fiction (1971); Richard E.
Baker: The Dynamics of the Absurd in the Existencialist Novel
(1993); Richard Law: "The Absurd and Science Fiction", Pennsylvania
English, 10, 2 (1984); Robert A. Hipkiss: The American Absurd:
Pynchon, Vonnegut, and Barth (1984); S. Cantaro: El absurdo o
filosofía del absurdo (1952); Stephen M. Halloran: "Language and the
Absurd", Philosophy and Rhetoric, 6 (1973); W. F. Haug: Kritik
des Absurdismus. Untersuchungen zur Konstruktion des "Absurden" vor
allen bei J.-P. Sartre (2ªed., 1977). 

2009-12-29 12:58:28
2009-12-29 12:58:28
ABSURDO, TEATRO DO
TEATRO DO ABSURDO
ABSURDO, TEATRO DO

Verbete por redigir

2009-12-31 13:17:18
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ACADEMIC NOVEL
ROMANCE ACADÉMICO
ACADEMIC NOVEL

Verbete por redigir

2009-12-31 13:19:19
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ACADEMIC POETS/FORMALIST POETS

Verbete por redigir

2009-12-31 13:19:48
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ACADEMISMO
MANEIRISMO
ACADEMISMO

Nas artes plásticas, é a doutrina estética surgida na Itália em fins do século XVI como reacção ao virtuosismo maneirista. No século anterior, o conceito actual de academia já se havia fixado, quando os humanistas italianos fundaram escolas de eruditos como a Chorus Academiae Florentinae, em Florença, ou a Accademia Pomponiana, em Roma. Até à fundação da Academia Francesa, criada em 1635 por Luís XIII, o academismo esteve circunscrito ao debate de questões particulares de erudição mais do que à produção de trabalho científico de interesse nacional como a criação de grandes dicionários, enciclopédias e gramáticas. Foi, por exemplo, o caso entre nós das Academia dos Generosos (1649-1668) e a Academia dos Singulares (1663-1665). De forma geral, o academismo pós-maneirista preconizava o retorno aos equilíbrios dos cânones clássicos da Antiguidade e do Renascimento, buscando uma representação ideal da natureza e do homem. Posteriormente, fala-se em academismo sempre que se regista uma obediência rigorosa, nas letras, nas artes ou em outras áreas culturais, aos preceitos académicos ou aos cânones estabelecidos pelos mestres clássicos. Por norma, toda a oposição ao academismo resulta numa posição de vanguarda. Há, pois, um certo sentido pejorativo que pode advir do facto de a admissão a uma academia ser um processo complexo que pressupõe não só provas dadas de vasta erudição numa determinada área do conhecimento como também uma bibliografia considerável e de mérito reconhecido pela sociedade científica. Este carácter elitista e esotérico pode explicar a reacção negativa ao academismo (a própria Academia Francesa foi vista como o "hôtel des invalides de la littérature"), a que temos de acrescentar a oposição vinda de um certo anti-intelectualismo que caracteriza alguns movimentos culturais do século XX.

2009-12-29 13:00:13
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