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EDIÇÃO DE AUTOR
EDIÇÃO DE AUTOR

Obra publicada pelo próprio autor, sem intervenção de um editor ou casa editorial. Bastante vulgar em primeiras obras, quando o autor ainda não oferece garantias de êxito comercial aos critérios do editor. Muitos escritores consagrados começaram por recorrer a edições pessoais para conseguirem publicar o seu trabalho. Aconteceu com Sophia de Mello Breyner Andresen, cujo primeiro livro, Poesia (1944) foi publicado pela autora em Coimbra.

2009-12-30 17:46:40
2009-12-30 17:46:40
EDIÇÃO DEFINITIVA
EDIÇÃO DA(E) ÚLTIMA MÃO, EDIÇÃO NE VARIETUR
EDIÇÃO DEFINITIVA

Edição que o autor considera final, sem mais emendas nem averbamentos. Não coincide necessariamente com a edição em última mão, pois um autor pode, em vida, decidir, após a edição de cada uma das suas obras, não fazer mais revisões, considerando os seus livros definitivos.

2009-12-30 17:47:15
2009-12-30 17:47:15
EDIÇÃO DIPLOMÁTICA
EDIÇÃO DIPLOMÁTICA

Apresentação fiel de todas as características gráficas de um manuscrito substituindo apenas o texto desenhado por um texto tipografado, com renúncia, portanto, a qualquer esforço interpretativo ou reconstrutivo. Justifica-se quando o texto a editar tem um interesse eminentemente linguístico. Com as possibilidades modernas da técnica fotográfica, a edição facsimilada está a substituir cada vez mais a edição diplomática, sobretudo naqueles casos em que o texto editado tem um valor documental.{bibliografia}Aurelio Roncaglia: Principi e Applicazioni di Critica Testuale (1975); Miguel Ángel Pérez Priego: La Edición de Textos (1997).

2009-12-30 17:47:59
2009-12-30 17:47:59
EDIÇÃO EXEGÉTICA
EDIÇÃO EXEGÉTICA

Edição anotada com comentários, explicações ou informações textuais complementares. É particularmente escolhida para edições escolares, por exemplo a edição organizada por Emanuel Paulo Ramos de Os Lusíadas (Porto Editora, 3ªed. 1980) é uma edição exegética.

2009-12-30 17:48:52
2009-12-30 17:48:52
EDIÇÃO FAC-SIMILADA
EDIÇÃO FAC-SIMILADA

Reprodução fiel ao original de um texto manuscrito, mecanografado, impresso ou digitado. A edição fac-similada pretende ser uma representação fotográfica do texto original e não inclui a intervenção do editor no corpo do texto reproduzido. Não aceita, normalmente, comentários textuais a não ser em prefácio. A Compilaçam de todalas obras de Gil Vicente (1984), 2 vols., realizada por Maria Leonor Carvalhão Buescu, é uma edição fac-similada das obras de Gil Vicente.

2009-12-30 17:49:25
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EDIÇÃO NE VARIETUR
EDIÇÃO DA(E) ÚLTIMA MÃO, EDIÇÃO DEFINITIVA
EDIÇÃO NE VARIETUR

Reedição de uma obra para estabelecimento definitivo do texto em vida do autor, que autoriza essa versão final. Também se diz da reedição de um texto que não sofre alterações em relação a edições anteriores. A edição crítica de O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós, preparada por Carlos Reis e Maria do Rosário Cunha, compara as versões de 1876 e 1880 (esta na sua terceira edição, de 1889). Os editores críticos consideraram que a versão de 1875, uma versão não autorizada pelo autor, não deve ser considerado canónico, e que a edição de 1889 apresenta variantes estilísticas significativas relativamente à de 1880 e que, por isso mesmo, deve ser considerada a edição ne varietur, já assim classificada por Guerra da Cal. Esta edição não terá sido corrigida por Eça, mas foi a última por ele autorizada. Boa Tarde às Coisas Aqui Em Baixo (2003) é o primeiro livro de António Lobo Antunes em edição ne varietur. Este trabalho de revisão e fixação do texto definitivo, que revoga todas as edições anteriores, é realizado por uma comissão de professoras universitárias, constituída por Agripina Carriço Vieira, Eunice Cabral e Graça Abreu, sob a coordenação de Maria Alzira Seixo. Como é normativo neste tipo de edição, qualquer referência ou citação da obra de Lobo Antunes terá de ser retirada da edição ne varietur, de alguma forma comparável à edição da última vontade do autor.

2009-12-30 17:49:57
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EDIÇÃO PALEOGRÁFICA
EDIÇÃO PALEOGRÁFICA

Edição de um manuscrito com as mesmas características gráficas do texto original. Neste tipo de edição, o paleógrafo deve ler os manuscritos antigos (normamente papiros e pergaminhos) atribuir-lhe uma data e um local de edição ou produção. Em regra, as edições paleográficas dizem respeito a textos antigos escritos em grego e latim. O editor paleógrafo deve conhecer os diferentes estilos dos copistas e ser capaz de identificar os períodos em que os textos foram escritos. De notar que nem todos os copistas são fiáveis, pois alguns eram sobretudo desenhadores que não sabiam ler o que copiavam, produzindo erros que se repetiam de cópia em cópia.

2009-12-30 17:50:58
2009-12-30 17:50:58
EDIÇÃO PÓSTUMA
EDIÇÃO PÓSTUMA

Edição de uma obra após a morte do autor. Um autor pode deixar indicações sobre os critérios a utilizar na edição dos textos que deixou inéditos, mas também pode não existir qualquer indicação expressa pelo autor nesse sentido, pelo que compete ao editor a responsabilidade total da publicação póstuma de textos não revistos e/ou não autorizados pelo autor. Considera-se, para efeitos de direitos de autor, que só após cinquenta anos da morte de um autor a sua obra entra no chamado domínio público.

2009-12-30 17:51:31
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EDIÇÃO PRINCEPS
EDIÇÃO PRINCEPS

Primeira edição de qualquer obra. Qualquer primeira edição de um livro pode ser consideradaa edição princeps, porém a expressão ficou consagrada na definição das primeiras edições dos textos clássicos. Por exemplo, considera-se edição princeps a edição de Os Lusíadas de 1572.

2009-12-30 17:52:07
2009-12-30 17:52:07
EDITOR
EDITOR
EDITOR

Verbete por redigir

2010-01-01 12:54:04
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