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SAUDADE
SAUDADE
SAUDADE

Verbete por redigir

2010-01-01 19:33:56
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SAUDADE
SAUDADE
SAUDOSISMO
SAUDADE

A REDIGIR

2010-04-01 21:35:49
2010-04-01 21:35:49
SAUDOSISMO
SAUDADE
SAUDOSISMO

 A REDIGIR

2010-04-01 21:36:47
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SCHAUERROMAN
ROMANCE GÓTICO
SCHAUERROMAN

Verbete por redigir

2010-01-01 19:34:17
2010-01-01 19:34:17
SCHICKSALSTRAGÖDIE (TRAGÉDIA DE DESTINO)

Ou Schicksalsdrama (Drama de Destino), tragédia de grande pendor fatalista, pode ser considerada um sub-género dramático, inserida num contexto claramente romântico alemão, mas influenciada pelas tragédias clássicas. É pautada sobretudo por uma sucessão de acontecimentos monstruosos e fatais que se precipitam amiúde num só dia ou através de uma única arma, dizimando famílias inteiras, geralmente como punição por um crime hediondo já passado. Estes crimes e acontecimentos fatais incluem realidades tão horríveis como o parricídio ou o incesto.
Este tipo de tragédia é considerada por muitos críticos como tendo sido uma moda literária de relativa curta duração. Contudo, as suas raízes remontam às tragédias clássicas, e as suas influências são notórias em autores que já não se inscrevem neste movimento, mas que foram buscar algumas temáticas a este tipo de tragédia, como um dos precursores do Expressionismo alemão, Georg Büchner, que, na sua obra Woyzeck, põe o seu herói nas mãos impiedosas de um destino que o conduz ao suicídio. Hoje, este termo é ainda aplicado, embora de forma mais lata, a peças teatrais, e até filmes que contêm uma grande carga fatalista e de sofrimento atroz.
É consensual dizer-se que esta moda teatral tem como paradigma a obra de Zacharias Werner Vinte e Quatro de Fevereiro (Der vierundzwanzigste Februar), de 1809, que nos remete já para a fatalidade de um só dia. Werner é claramente influenciado pela obra de Schiler A Noiva de Messina (Die Braut von Messina) e podemos estabelecer alguns paralelos com a tragédia clássica Édipo Rei. Podem ser considerados seguidores desta moda os autores A. Müllner e Grillparzers, com a sua obra A Antepassada (Die Ahnfrau), de 1817.
Formalmente, a grande maioria destas obras são escritas em verso(tal como as tragédias clássicas), mas privilegia-se o verso trocaico, muito utilizado nos círculos românticos. O destino (Fatum), elemento charneira nas tragédias clássicas reveste-se aqui de algumas particularidades. O destino é tido como uma força justiceira e exterminadora, demoníaca, sobrenatural, inevitável e impossível de manipular. Muitas vezes não obedece a uma lógica definida, pelo que as suas acções são muitas vezes desconexas, e, como tal, imprevisíveis. Esta força actua rápida e letalmente, e o conflito entre herói e destino está perdido à partida. O herói nada pode fazer contra esta força que se personifica através de sonhos, oráculos e armas que ganham quase vida própria. A morte afigura-se como a única via. Estes ambientes egotistas, que apelam ao sobrenatural e ao desconhecido, a forças exteriores ao homem, imprevisíveis e demolidoras são temáticas bastante desenvolvidas pelo Romantismo. Assim, podemos dizer que este tipo de tragédia surge da junção entre elementos clássicos e românticos, exacerbando-se as entidades Fatum e Pathos (sofrimento), o que faz com que estas cheguem a um ultra-romantismo ridicularizável. De facto, alguns dramaturgos escreverão peças que parodiam estas tragédias. Por exemplo, Houwald escreve, em 1819, a peça-paródia Ninguém Pode Escapar ao seu Destino (Seinem Schicksal kann niemand entgehen).{bibliografia}Henry and Mary Garland, The Oxford Companion to German Literature, (1976). Paul Merker e Wolfgang Stammler (dir), Reallexicon der Deutschen Literaturgeschichte, (2ª ed., 1977). Werner Habicht e Wolf-Dieter Lange, Der Literatur-Brockhaus, (1995).

2009-12-27 15:58:59
2009-12-27 15:58:59
SCIENCE FANTASY
FICÇÃO CIENTÍFICA
SCIENCE FANTASY

Verbete por redigir

2010-01-01 19:34:37
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SCRAPBOOK
SCRAPBOOK
SCRAPBOOK

Literalmente, livro de apontamentos ou esboços de textos, ou simples colectânea de fragmentos textuais ou plásticos, recolhidos por um autor com fins diversos, desde a preparação de um livro maior à mera recolha de informação de interesse pessoal. O OED define-o como “a blank book in which pictures, newspaper cuttings, and the like are pasted for preservation. Hence occasionally, as the title of a printed book of miscellaneous content.” (vol. VIII, p.263). O termo abrange tipos diversos desde miscelâneas infantis a diários e compilações.
Sumariamente, recorre a técnicas diversas da miscelânea e da compilação tais como o recorte, a colagem e a montagem de elementos exteriores vários, transportados para o espaço da página em branco, com o intuito de preservar elementos.
Tratam-se de livros claramente derivativos dado que se compõem de elementos exteriores adicionados a um suporte-papel em estilo patchwork. São geralmente regidos por um tema unificador, o que contrapõe o scrapbook à sua raiz: o commonplace book (conjunto de citações, máximas e preceitos sem tema unificador compilados por um indivíduo) que conheceu sucesso no século XVI. No século XVII, registam-se já álbuns de recortes e desenhos organizados por coleccionadores, tornando-se o livro um misto de texto impresso e scrapbook. No século XVIII, a Biographical History of England, de William Granger, incluía páginas em branco destinadas à colagem de recortes e ilustrações. Na época vitoriana, os scrapbooks temáticos eram práctica corrente, versando testemunhos de realizações pessoais e histórias de aventuras. Devido ao crescimento exponencial de material impresso (jornais, calendários, ilustrações), surgem na Alemanha, cerca de 1840, os scraps. Compunham-se de ilustrações coloridas em folhas que versavam um tema específico (o natal, a flora, a fauna), podendo ser cortadas e coladas, constituindo-se como o antecedente dos actuais autocolantes. No século XX, os avanços tecnológicos na área da fotografia, da cromolitografia e a rentabilização do trabalho de impressão impulsionaram a popularidade dos scrapbooks que se afirmam assim como compilações informais de objectos e material diverso sobre um tema.
Inicialmente, os scrapbooks eram relegados para segundo plano e negligenciados, catalogados com mero interesse biográfico dada a natureza pessoal e única de cada compilação. Posteriormente, começaram a ser considerados como fontes primárias de estudo. Detêm o seu lugar como forma comum de preservar fotografias, artigos, documentos e outros objectos, consubstanciando-se numa categoria abrangente que integra jornais íntimos e diários, narrativas dispersas, autobiografias, memórias e afins.
http://www.tulane.edu/~wclib/scrapbooks.html
http://www.well.com/user/bronxbob/resume/54_7-93.html

2009-12-27 16:01:16
2009-12-27 16:01:16
SCRIPTORIUM
SCRIPTORIUM

Sala dos mosteiros onde se copiaram e iluminaram, ao longo da Idade Média, os livros manuscritos (códices). Dada a funcionalidade do livro nos meios monásticos, surgiu naturalmente esta necessidade de, no próprio espaço do mosteiro, se copiarem os textos destinados à respectiva biblioteca. Pelos fundos hoje conservados, é possível saber o que se copiava em cada scriptorium (sobretudo textos orientados para a lectio monástica, mas também outros textos religiosos, quer teológicos quer devocionais, e mesmo textos técnicos, por exemplo de medicina e matemática, como acontecia em Santa Cruz de Coimbra). A metodologia de trabalho dos monges copistas variou consoante a época e a ordem religiosa a que pertenciam: se a cópia era uma de entre muitas obrigações a serem cumpridas, então muitas mãos ficaram alternadas nos códices; se a cópia era um trabalho exclusivo, atribuído a um corpo restrito de monges, poucas ou nenhumas mãos se rendiam na cópia de cada livro. A vigilância e responsabilidade última do scriptorium era confiada a um princeps que distribuía, coligia e corrigia as cópias dos amanuenses, e preparava os cadernos já escritos para ulterior encadernação.{bibliografia}Jean Dufour: “Comment on fabriquait les manuscrits”, Dossier d’Archéologie, 14 (1976); Aires Augusto Nascimento: “Códice”, Giulia Lanciani e Giuseppe Tavani (orgs.): Dicionário da Literatura Medieval Galega e Portuguesa (1993).

2009-12-27 16:04:44
2009-12-27 16:04:44
SEMA
SEMA
CLASSEMA, LEXEMA, MORFEMA, SEMANTEMA, SEMEMA
SEMA

Unidade mínima de significação dentro de um campo semântico. Opõe-se a classema, que remete para características semânticas mais universais. Por exemplo, nos termos baleia e águia são semas “mamífero” e “ave predadora”, respectivamente. Situada no plano do conteúdo, corresponde ao fonema, unidade do plano de expressão. Mantendo o paralelismo entre os dois planos de linguagem podemos dizer que os semas são os elementos constituintes dos sememas, ou seja o sema não se pode realizar fora do campo lexical.
O sema não é um elemento atómico e autónomo. A sua existência reside na oposição ou afastamento de outros semas. A sua natureza é unicamente relacional e não substancial e o sema não se pode definir como um termo confinante da relação que se instaura e que se apreende com outro termo do mesmo denominador comum. Isto é, pertence a um conjunto lexical chamado micro-sistema. Pottier exemplifica esta característica do sema do seguinte modo, [p] e [b] têm em comum os traços «bilabialidade» e «oclusividade» que os distinguem de outros fonemas, mas opõem-se por um ser uma consoante surda e a outra sonora, assim como «cavalo» e «égua» têm em comum traços que os distinguem de outros signos, mas opõem-se entre si por serem «macho» e «fêmea», como «cadeira» (oposição nos traços «animado» vs. «não animado»). Esta análise que permite ver a distinção semântica e realçar os semas chama-se análise sémica.
À semelhança da análise sémica, a fonologia, que se baseia nas mesmas hipóteses de modo a permitir realçar os traços distintivos dos fonemas, isola os traços que são simultâneos à realização de um fonema ou de uma unidade lexical. No caso dos semas, estes traços pertencem à substância do conteúdo enquanto os fonemas pertencem à substância da expressão.
Pottier propõe várias subcategorias de semas. Segundo este autor, podem distinguir-se: (i) os semas constantes (específicos e genéricos), que pertencem à denotação e são um subconjunto de semas do semema que constituem o semantema, e (ii) os semas variáveis ou virtuemas, que pertencem à conotação e são um subconjunto de semas do semema que constituem o classema. Por exemplo, «cavalo» teria por semas constantes específicos: «animal», «mamífero», etc. e constantes genéricos: «animado» e «não humano» e por semas variáveis: «força», «útil», etc.
O sema não é aceite sem alguma crítica por parte de alguns linguistas como Perrot, que o rejeita como sendo traço distintivo, visto que não há nenhum critério formal no qual se possa basear tal análise. Dubois, menos categórico na sua crítica, chama a atenção da análise das estruturas sociais em vez das linguísticas. Quando estudou o campo semântico dos animais domésticos, reconheceu que o critério usado foi heterogéneo (linguístico, biológico e social) e o critério de escolha foi subjectivo. Isto levanta uma questão relativa ao status do classema, interessando saber se ele é espacial ou temporal ou do domínio do imaginário.
A noção de sema põe problemas teóricos e práticos que ainda não estão resolvidos, apesar disto a análise sémica ajuda-nos a esclarecer, essencialmente, os problemas de compreensão, limitando-se ao estudo dos traços pertinentes de modo a facilitar a aprendizagem de vocabulário.{bibliografia}A J. Greimas, Semântica Estrutural, São Paulo (1976); Bernard Pottier, Linguística Geral: teoria e descrição, Rio de Janeiro (1978); D.Coste, R Gallisson, Dicionário de Didáctica das Línguas, Coimbra (1983); Joseph Courtés, “Componente Sintáctica” in Introdução à semiótica narrativa e discursiva, Coimbra (1979); J. Courtés, A J.Greimas, Sémiotique. Dictionnaire raisonné de la théorie du language (1979); Hadumod Bussmann, Routledge Dictionary of Language and Linguistics (1996); Hildo Honório do Couto, “Cenário” in Uma Introdução à Semiótica (1983); R. E. Asher, The Encyclopedia of Language and Linguistics (1994); Umberto Eco, “Teoria dos códigos” in Tratado Geral de Semiótica, São Paulo (1980).

2009-12-27 16:06:30
2009-12-27 16:06:30
SEMANÁLISE
SEMANÁLISE

Verbete por redigir

2010-01-01 19:35:28
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