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É o mecanismo pelo qual uma representação inconsciente concentra os elementos de uma série de outras representações. Tal como o deslocamento equivale à metonímia, a condensação, equivale à metáfora. Mas deslocamento e condensação distinguem-se por serem mecanismos do processo primário inconsciente.

Para Freud, que observou este mecanismo no seu trabalho de interpretação dos sonhos, a condensação procura não só concentrar os pensamentos disseminados do sonho formando unidades novas, mas também criar compromissos e meios termos entre diversas séries de representações e de pensamentos. A condensação, pelo seu trabalho criativo dir-se-ia mais apropriada do que outros mecanismos para fazer emergir o desejo inconsciente frustrando a censura mas ao mesmo tempo torna mais difícil a leitura do texto manifesto do sonho.

Na teoria lacaniana sobre as formações do inconsciente, a condensação está assimilada a uma “sobreimpressão de significantes” segundo o mecanismo da metáfora. Nesta perspectiva é atribuída a primazia à condensação dos elementos linguageiros e as imagens do sonho são retidas em consideração do seu valor como significantes.

{bibliografia}

Jacques Lacan, Écrits (1966); Sigmund Freud: A Interpretação dos Sonhos (1ª ed., 1900, Lisboa, 1989).