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Texto preambular de uma obra que serve para o autor “advertir” o leitor sobre as suas intenções ou relatar alguma circunstância relevante que possa esclarecer a origem da obra publicada. Em regra, trata-se de uma parte pré-textual. Por vezes, a advertência contém elementos fundamentais para a compreensão e hermenêutica da obra, como aconteceu com a que Almeida Garrett introduziu na primeira edição de Folhas Caídas (1853), onde começa por dizer: “A outros versos chamei eu já as últimas recordações da minha vida poética. Enganei o público mas de boa fé, porque me enganei primeiro a mim. Protestos de poetas que sempre estão a dizer adeus ao mundo, e morrem abraçados com o louro – às vezes imaginário, porque ninguém os coroa.”