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Termo da crítica genética, traduzido do francês avant-texte, proposto por Jean Bellemin-Noël em Le Texte et l’Avant-Texte (Paris, 1972), para designar aqueles materiais que preexistem em relação à obra acabada – manuscritos, esboços, rascunhos, borrões, corrigendas, notas de leitura ou de viagem, dossiers de investigação, etc. – e que, uma vez tratados, constituem o texto que antecede a edição final. É pelo exame do antetexto que é possível reconstituir o processo de criação literária de um autor e, muitas vezes, preparar uma edição crítica da sua obra, como tem acontecido, por exemplo, com Fernando Pessoa, cuja edição crítica ainda decorre.

{bibliografia}

A. Gresillon e M. Werner (dir.): Leçons d’écriture: ce que disent les manuscrits (1979); Littérature, nº especial: “Genèse du texte” (1977).