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Conceito proposto por Michael Riffaterre para toda a recepção do texto literário. Uma história da crítica literária de uma obra em particular, por exemplo, ilustra a amplitude do termo. Considera-se o arquileitor uma forma de palimpsesto onde se vão registando todos os comentários e análises do leitor, incluindo os próprios exercícios de auto-interpretação e correcção do autor. Podemos falar deste conceito amplo como um sistema de intertextualidade crítica. Trata-se de um conceito de leitor ideal, de difícil concretização porque não considera as idiossincrasias que estão sempre presentes no acto de leitura de um mesmo texto. O próprio Riffaterre abandona esta proposta de um super-leitor na obra A Semiótica da Poesia (1978), agora privilegiando uma teoria global para a poesia e sua interpretação, que é controlada pela semiótica da leitura.

{bibliografia}

M. Riffaterre: Essais de stylistique structurale (1971)