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Na literatura castelhana, chama-se cantar de gesta a composições semelhantes na índole temática à chanson de geste francesa (canção de gesta), mas diferente na metrificação, que tende a ser mais longa do que o seu modelo provençal. O mais famoso cantar de gesta castelhano é o Poema de mio Cid (c. 1140). A temática dos cantares de gesta varia entre o relato de guerras contra os Mouros invasores da Península Ibérica e guerras particulares entre senhores e vassalos.

O termo cantar tem uma forte tradição na literatura castelhana e inclui ainda as variantes cantar de pandeiro, de origem galega, composição em tercetos que serve para acompanhar esse instrumento musical popular, também utilizado em Portugal, e cantar jondo, característico da Andaluzia.

{bibliografia}

Italo Siciliano: Les Chansons de geste et l’épopée (Turin, 1968; reed., Slatkine, 1981); J. Rychner: La Chanson de geste: Essai sur l’art épique des jongleurs (1955); M. de Riquer: Les Chansons de geste françaises (1957); R. Lejeune: Les Chansons de geste et l’historie (1948); R. Menendez Pidal: La Chanson de Roland et la tradition épique des Francs (1960); W. Calin: Chanson de geste und höfischer Roman (1963).