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Dístico final de um livro que contém informações sobre o autor, o tipo de edição, o lugar e a data da publicação da obra. Diz-se também da informação fornecida pelos tipógrafos sobre o lugar e adata da impressão e que, regra geral, aparece no final da obra. O colofão funciona, portanto, como emblema de um editor, também conhecido por imprint, quando aparece na capa de um livro. O colofão aparece no século XV, após a invenção da imprensa, e já então representava uma marca de prestígio do editor. As palavras “fim” ou “finis”, e também “Laus Deos” (“Deus seja louvado”), após a conclusão de um texto, podem também ser consideradas colofões.

O livro de Vitorino Nemésio Nem Toda a Noite e a Vida (2ªed., rev., 1973) termina com um poema com o título “Cólofon”, que pretende ser uma espécie de testamento poético de Nemésio, que quis deixar a sua marca “tipográfica”, em forma de versos finais.