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Comédia de transição entre a antiga e a nova, circunscrita aos anos 404-336 a.C., que correspondem à queda de Atenas e à subida ao trono de Alexandre, o Grande, respectivamente. Trata-se de um período de evolução natural do género, quando se abandonam as fantasias que marcavam a comédia antiga, se amenizam as críticas sociais e desaparecem, por decisão estatal, as alusões directas a pessoas vivas com o intuito de as satirizar, desaparece também a parábasis e se menoriza o papel do coro. Neste período de transição para a comédia nova, produzem-se centenas de peças, sendo Antífanes e Aléxis os autores mais significativos.

{bibliografia}

Albin Lesky: História da Literatura Grega (Lisboa, 1995); António Freire: O Teatro Antigo (1985); K. Reckford: Aristophanes’s Old-and-new Comedy (1987); Maurice Charney: Comedy High and Low (1978); M. Corvin: Lire la comédie (1994); Pierre Grimal: O Teatro Antigo (Lisboa, 1986); Paul Lauter (ed.): Theories of Comedy (1964); Pierre Voltz: La Comédie (1964).