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Termo francês vulgar para designar uma tertúlia de indivíduos que se agregam por amizade e por interesses literários comuns, mas sem constituírem escola e sem possuírem qualquer manifesto estético colectivo. O termo tem algum sentido pejorativo, sobretudo quando aplicado a um conjunto de escritores ou intelectuais que apenas se preocupam com o comentário lateral dos acontecimentos culturais de uma comunidade, sem se afirmarem individual ou colectivamente no quadro de uma estética inovadora ou renovadora. Pode aplicar-se também a grupos fechados em volta de um determinado escritor (Feliciano de Castilho a sua cotêrie de poetrastos de Lisboa, por oposição aos jovens escritores de Coimbra, por ocasião da polémica conhecida por “Bom Senso e Bom Gosto”, 1865-1866), que não admitem críticas, intromissões ou diálogo aberto com outros elementos de uma comunidade interpretativa.

{bibliografia}

Alex Zwerdling: “The Common Reader, the Côterie and the Audience
of One”, in Mark Hussey e Turk Vara Neverow (eds.): Virginia
Woolf Miscellanies: Proceedings of the First Annual Conference
on Virginia Woolf
 (Nova Iorque, 1992); Arthur F. Marotti:
John Donne, Côterie Poet 
(1986); Margaret J. M. Ezell: “The
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Devoted to Research in Medieval and Modern Literature
, 89, 3
(1992).