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Termo grego retirado da Poética de Aristóteles para traduzir o tema ou o sentido global de uma obra literária. A dianoia está presente em toda a obra, mas nunca se revela como parte do conjunto porque é a própria totalidade signifiativa da obra. Northrop Frye adopta o termo e acrescenta-lhe significação na sua Anatomy of Criticism, onde considera a existência de cinco sentidos: o literal (aquele que corresponde ao padrão simbólico de uma obra), o descritivo (aquele que aponta para a relação da obra com factos exteriores), o formal (o tema da obra), o arquetípico (o sentido da obra enquanto convenção ou género literário) e o anagógico (a relação da obra com todas as experiências literárias). A dianoia está em íntima ligação com o mito (o sentido arquetípico): "The mythos is the dianoia in movement; the dianoia is the mythos in stasis. One reason we tend to think of literary symbolism solely in terms of meaning is that we have ordinarily no word for the moving body of imagery in a work of literature." (Princeton, N.J., 1957, p.83).

{bibliografia}

John M. Steadman: ”Ethos and Dianoia: Character and Rhetoric in Paradise Lost”, in Language and Style in Milton: A Symposium in Honour of the Tercentenary of Paradise Lost, ed. por Ronald D. Emma e John T. Shawcross John T. (1967); Michael McCanles: “Mythos and Dianoia: A Dialectical Methodology of Literary Form”, Literary Monographs, Vol. 4., ed. por Eric Rothstein (1971).