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Na linguística de F. de Saussure, as relações sintagmáticas opõem-se às relações associativas (Saussure não fala em relações paradigmáticas). Os linguistas estruturalistas propuseram a distinção entre eixo sintagmático (eixo horizontal de relações de sentido entre as unidades da cadeia falada, que se dão em presença) e eixo paradigmático (eixo vertical das relações virtuais entre as unidades comutáveis, que se dão em ausência). No primeiro eixo, abrem-se as relações que pertecem ao domínio da fala, por exemplo, os elementos que constituem o enunciado Estou a ler estão numa relação sintagmática; a segunda, pertence ao domínio da língua, por exemplo, leitura está em relação paradigmática com livro, leitor, ler, livraria, biblioteca, mas apenas um destes elementos pode ser válido no enunciado produzido. Neste caso, todas as palavras podem ser comutáveis, dependendo do contexto e da natureza do enunciado. Assim, no enunciado Estou a ler podemos comutar os elementos estou a por quero, detesto, vou, sei, etc.; e o elemento ler pode ser comutado por comer, escrever, correr, saltar, conduzir, etc. Diz-se que todos estes elementos substituíveis estão em relação paradigmática. Estas relações sintagmáticas e paradigmáticas não se limitam ao nível lexical ou gramatical do signo, mas abrangem também o nível fonológico.

{bibliografia}

Ferdinand de Saussure: Curso de Linguística Geral (Lisboa, 1971); L. Hjelmslev: Prolégomènes à une théorie du langage (Paris, 1968); R. Jakobson: Essais de linguistique générale (1963).