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Teoria do significado desenvolvida sobretudo na Europa que tem por fundamento a fenomenologia de E. Husserl e Merleau-Ponty e a lingüística de Ferdinand de Saussure e Louis Hjelmslev. De caráter sincrônico, opõe-se à semântica diacrônica de Michel Bréal, embora lhe reconheça o mérito de ter sido o fundador da ciência. Dos vários nomes que podem ser citados como precursores da semântica estrutural destacamos os de A. Noreen e J. Trier. O primeiro divide os estudos semânticos em duas áreas (semântica descritiva e semântica etimológica), distingue entre significado ocasional e usual e, embora de forma diversa da glossemática (v. verbete), situa a oposição variante/invariante; já o segundo cria a teoria dos campos semânticos, cujos resultados são parciais, já que não ultrapassa o nível da palavra.

Mas foi somente na década dos sessenta, sobretudo a partir das obras de Bernard Pottier e Algirdas Julien Greimas que efetivamente surgiu a semântica estrutural como ciência, com seus próprios postulados e metodologia. Para tanto, emprestaram da lingüística os conceitos das dicotomias, sobretudo expressão/conteúdo, e o modelo fonológico, desenvolvido pelo Círculo Lingüístico de Praga (Trubetzkói e Jakobson, entre outros), estipulando um paralelismo entre formas de expressão (cujo elemento mínimo é o fema) e formas de conteúdo (tendo no sema seu traço mínimo) (v. semema). Se a linha de Pottier se volta mais propriamente para os estudos gramaticais, sem ultrapassar os limites da frase, Greimas parte do texto em sua maior abrangência e acaba por enveredar numa área de pesquisas bem mais ampla – a da semiótica (ou semiologia). Ainda inacabada, a semântica estrutural realiza esforços no sentido de estipular universais semânticos, passo indispensável para seu maior êxito. Vale lembrar, com obras significativas na área referida, os nomes de Apresjan, U. Weinrich, Katz e Fodor.

{bibliografia}

A. J. Greimas: Sémantique structurale (Paris, 1972); A. J. Greimas & J. Courtés: Sémiotique (Dictionnaire raisonné de la théorie du langage) (Paris, 1979); B. Malmberg: Les nouvelles tendances de la linguistique (Paris, 1966); B. Pottier: Gramática del español (Madrid, 1970); B. Pottier: Lingüística general (Madrid, 1976).