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Designação dada às edições de autores clássicos que o duque de Montasieur mandou fazer com intuito didáctico, “para uso do delfim”, o príncipe herdeiro. Estas edições eram censuradas, omitindo os passos licenciosos ou que pudessem constituir atentados ao pudor. Hoje aplica-se o termo a qualquer edição que, por ter fins didácticos específicos, procede a uma correcção ou censura arbitrária do original. Aconteceu isso com Os Lusíadas, de Luís de Camões, desde a edição de Abílio César Borges, que suprimiu muitos versos, à de Otoniel Mota, que omite estrofes inteiras. Hoje pode-se utilizar também a expressão quando “adaptamos” algum texto para uso pessoal ou privado.