Select Page

A personagem que se opõe de forma mais evidente ao protagonista. Originalmente, na tragédia grega, o antagonista designava o segundo actor, que vinha depois do primeiro, o protagonista. Deve-se a Ésquilo a sua introdução, o que permitiu, no teatro, o desenvolvimento do diálogo. No Rei Édipo, de Sófocles, por exemplo, considera-se Édipo o protagonista e sua mãe Jocasta a antagonista. Hoje, quase invariavelmente, o antagonista é apresentado em qualquer narrativa como um vilão, um patife ou um tratante. Nos casos em que o protagonista é um indivíduo de mau carácter, cabe então ao antagonista representar o lado simpático de uma história. Acontece isto, por exemplo, nas narrativas policiais ou de temática bélica, quando a figura principal é um criminoso ou um ditador e o(s) seu(s) antagonista(s) simbolizam a lei e a justiça.

{bibliografia}

Anne B. Simpson: “The ‘Tangible Antagonist’: H. G. Wells and the
Discourse of Otherness”, Extrapolation: A Journal of Science Fiction
and Fantasy
, 31, 2 (Kent, 1990); Ed Tan e Henry Schoenmakers: “
‘Good Guy, Bad Guy’ Effects in Political Theatre”, in Herta Schmid e
Aloysius Van Kesteren (eds.): Semiotics of Drama and Theatre: New
Perspectives in the Theory of Drama and Theatre
(1984); Gerald
Prince: “Bel Ami and Narrative as Antagonist”, French Forum, 11,
2 (Nicholasville, KY (FrF), 1986); Herbert S. Weil, Jr.: “ ‘Your sense
pursues not mine’: Changing Images of Two Pairs of Antagonists”, Proc.
of Third Cong. of Internat. Shakespeare Assn., in Werner Habicht, D. J.
Palmer e Roger Pringle (eds.): Images of Shakespeare (1988);
Jerry Johnson: “El antagonista romântico: Una reconsideracíon”, in

Romance Notes, 27, 3 (Chapel Hill, NC (RomN), 1987); John Morefield:
“The Athlete as Antagonist in the Writings of Evelyn Waugh”, Aethlon:
The Journal of Sport Literature
, 7,2 (Johnson City, TN (Aethlon),
1990); Judith A. Spector: “On Defining a Sexual Aesthetic: A Portrait of
the Artist as Sexual Antagonist”, Midwest Quarterly: A Journal of
Contemporary Thought
, 26,1 (Pittsburg, KS (MQ), 1984); Olimpio Musso:
“Protagonista y antagonista”
[Ponencias
y debates de las VII jornadas de teatro clasico español (Almagro, 20 al
23 de sept., 1983)],
in Luciano García Lorenzo (ed.): El personaje dramatico (1985);
Quirino Principe: “Das Schicksal als Antagonist”, Literatur und
Kritik
, 76-77 (Viena, 1973); R. E. Foust: “Monstrous Image: Theory
of Fantasy Antagonists”, Genre, 13, 4 (1980); Thomas Johansen:
“Malefactor and Antagonist: A Study in Aetiological Legend Structures”,
Folklore, 100, 2 (Londres, 1989).