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ÜBERMARIONETTE
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Verbete por redigir

2010-01-01 18:41:51
2010-01-01 18:41:51
ÜBERMENSCH
ÜBERMENSCH

Der Übermensch é um conceito central da obra de Friedrich Nietzsche, filósofo alemão do século xix. Übermensch é usualmente traduzido como Superman, em inglês, e como Super-Homem, em português. Entretanto, é preciso cuidado para não confundi-lo com the Superman, personagem das histórias em quadrinhos criado em 1938, embora haja relação entre os termos. “Mensch”, em alemão, é um termo neutro, a indicar “ser humano”, enquanto “Mann” indicaria, aí sim, “homem”, por oposição a “mulher”. O Superman norte-americano seria, na verdade, correspondente a der Übermann. Über, por sua vez, significa “sobre; acima de; além”. A tradução mais próxima do conceito do filósofo talvez fosse, então: o “além-do-humano”. As traduções que se impuseram, todavia, foram aquelas que facilitam a confusão com o herói estadunidense. Magnus, Stewart e Mileur, no seu trabalho sobre “o caso Nietzsche”, evitam o termo superman exatamente “because the word ‘superman’ seems to us to have been preempted by Clark Kent in English”. A opção overman, por outro lado, além de não traduzir todas as possibilidades contidas na expressão alemã, compete, em desvantagem, com o largo uso de Superman. Logo, eles preferem dizer Übermensch e Übermenschlichkeit (equivalente a “sobre-humanidade”, por analogia a übermenschlich, adjetivo referente a “sobre-humano”), explicando e trabalhando os termos sem traduzi-los diretamente. O termo Übermensch não teve uma história tranqüila. No século xx, os nazistas apropriaram-se do termo, para melhor forjarem o mito da superioridade ariana. Os norte-americanos, certamente por oposição conveniente — the Superman versus der Übermensch —, valorizariam sobremaneira seu herói dos quadrinhos. Em que sociedade se precisa tanto de “super-homens”, defendendo, cada um a seu modo, a liberdade, os fracos, e os oprimidos? Talvez, como especula Umberto Eco, “numa sociedade particularmente nivelada, onde as perturbações psicológicas, as frustrações, os complexos de inferioridade estão na ordem do dia; numa sociedade industrial onde o homem se torna número no âmbito de uma organização que decide por ele”; numa sociedade de tal tipo o herói “deve encarnar, além de todo limite pensável, as exigências de poder que o cidadão comum nutre e não pode satisfazer”. A nossa é a sociedade em que o poder do ser humano, enquanto espécie, cresce em razão inversa ao poder do ser humano, enquanto indivíduo. Esse tempo parece precisar do Übermensch e do Superman, tanto que os criou, respectivamente, nos séculos xix e xx. The Superman difere, em aspectos essenciais, do Übermensch. O texto em que o filósofo mais falou do Übermensch é dos mais conhecidos, ao mesmo tempo romance e ensaio filosófico: Assim falou Zarathustra. Zaratustra existiu: foi um profeta iraniano, vivendo no século vii ac, que teria formulado os valores posteriormente desenvolvidos pela religião de Mani, exatamente, o maniqueísmo. O Zaratustra de Nietzsche, ao contrário, combatia o maniqueísmo, na sua variante cristã. Ele queria ensinar, ao povo, o super-homem, se o homem é, justo, “algo que deve ser superado”. O homem mesmo nada mais seria do que uma corda, “estendida entre o animal e o super-homem — uma corda sobre o abismo”. O homem se poderia admitir grande, sim, desde que se reconhecesse ponte, e não meta. Compreende-se melhor o conceito de Übermensch se o articularmos diretamente com a concepção do eterno retorno. Esta é a principal razão conceitual que inviabiliza confundir o Übermensch com o caminho de Clark Kent em direção à cabine telefônica mais próxima. Pela concepção do “eterno retorno”, deve-se viver cada instante sabendo que é um retorno e sabendo que retornará, isto é, deve-se afirmar cada instante, abandonando a posição ressentida e reativa de negar os instantes que não nos favorecem. “Foi assim? Então assim eu o quis e assim eu o quero!” — eis a mais do que exigente injunção do eterno retorno, que também se pode formular como: “torne-se o que você é”. Logo, o Superman não pode ser o Übermensch. Porque há Clark Kent, seu alter-ego medroso; porque ele mesmo, voando mais rápido do que uma bala, representa a negação dos poderes que temos, ou que poderíamos ter, e do ser humano que somos — ou que poderíamos ser. O Superman funciona antes como uma espécie de imagem das vidas “editadas” que levamos, optando por construir heróis e gestos espetaculares na sociedade do espetáculo, no lugar de construir atitudes cotidianas — no lugar de tornar-nos o que de fato seríamos. Nesse passo, cabe a “bronca” de Wilhelm Reich em cima do Zé-ninguém, indivíduo alienado que, apesar de tudo o que não é, ainda acreditaria cegamente no Império da Individualidade, assim confundindo Über, Unter e Super: “Foi-te oferecida a escolha entre a exigência de superação do Übermensch de Nietzsche e a degradação do Untermensch em Hitler. Berrando “Viva”, escolheste o Untermensch”, isto é, o infra-homem nazista (para o qual o Super-homem seria menos antagonista do que contraparte). O infra-homem é aquele que tem remorsos, que pede desculpas a todo mundo e a si próprio. E remorsos seriam obscenos, para Nietzsche (e também para Spinoza, antes dele), porque implicam tentativa racionalizante de negar-se como aquele que teria agido de tal ou qual maneira. A frase-emblema do infra-homem bem poderia ser: “se eu pudesse voltar atrás, faria tudo diferente, ah, não faria aquilo que fiz”. O arrependido tenta desobrigar-se de sua responsabilidade não só perante os demais, mas, principalmente, perante a si mesmo, uma vez que procura negar ser aquele que foi. Sustenta-se na possibilidade de poder voltar atrás e desfazer não só o que fez e disse, como ainda todas as conseqüências — quando essa possibilidade, simplesmente, não há. Se houvesse, por absurdo, voltaríamos “atrás”, mas para as mesmas circunstâncias que provocaram a atitude de que nos arrependemos, circunstâncias estas que incluem não saber o que sabemos hoje — logo, só poderíamos agir exatamente como agimos. O arrependido elide os fenômenos da sua história particular, tentando esgarçar e desmontar as relações em nome de um valor superior (aquele no qual pensa só-depois) que, todavia, não existe. O que há é irresponsabilização, se as conseqüências do que fizemos nos alcançam de qualquer modo, indiferentes a que tenhamos “melhorado” nesse meio-tempo. Se o fizemos, se o dissemos, é porque o quisemos, é porque foi de algum modo preciso, necessário; se o fizemos, se o dissemos, é porque assim mesmo nos constituímos o que agora somos, é porque de algum modo valeu a pena; se o fizemos, se o dissemos, logo, devemos desejar fazer e dizer novamente, celebrando a vontade e o desejo como a essência do que somos. Na verdade, só afirmando o tempo passado se pode afirmar o passar do tempo. Por isso, o eterno retorno compõe-se dentro de uma doutrina ética que, justamente, celebra a vida. Digamos que “me tenha” morrido o meu avô, ao qual eu seria muito ligado (talvez eu carregasse o seu nome, por exemplo), num momento particularmente importante da adolescência. Tudo o mais que eu haja vivido só faz sentido, só pode fazer sentido, a partir deste acontecimento. Pode ter sido doloroso, certamente foi doloroso, mas, inclusive por isto mesmo, o acontecimento me deu a vida que eu tenho — o acontecimento da morte do meu avô terá sido, em última análise, vida. É absurdo lamentá-lo, é absurdo pretender que a vida foi injusta comigo; a vida me “fez”, como sempre, aliás, vida — para diante, irreversivelmente. “Foi assim?; assim eu o quis. Era isso a vida?; pois muito bem, outra vez! ” É o que brada Zaratustra, com tranqüilidade: “todo o Foi assim é um fragmento, um enigma e um horrendo acaso — até que a vontade criadora diga a seu propósito: Mas assim eu o quis! ” Logo, o conceito de Nietzsche, der Übermensch, continua sendo necessário, e portanto desejado, pela crítica permanente e dinâmica que propõe, para a espécie humana, sobre ela mesma. Derivado de um personagem filosófico, ilumina nossas reflexões sobre os heróis e os infra-heróis dos quadrinhos, da literatura e do cotidiano. Associado à noção do eterno retorno, formula uma exigência moral da maior importância.{bibliografia}Bernd Magnus, Stanley Stewart & Jean-Pierre Mileur. Nietzsche’s case: philosophy as/and literature (1993). Friedrich Nietzsche. Also sprach Zarathustra & Zur Genealogie der Moral.. Philippe Choulet. “Nietzsche”, in Laurent Jaffro & Monique Labrune (orgs). Gradus philosophique (1994). Roberto Machado. Nietzsche e a verdade (1984). Umberto Eco. Apocalittici e Integrati (1964). Umberto Eco. Il Superuomo di Massa: retorica e ideologia nel romanzo popolare (1978). Wilhelm Reich. Rede na den kleinen Mann (1947).

2009-12-23 08:52:12
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UBI SUNT
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2010-01-01 18:42:17
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UFANISMO
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2010-01-01 18:42:45
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ULTRA-ROMANTISMO
ROMANTISMO
ULTRA-ROMANTISMO

Fase final do Romantismo português que recuperou os excessos macabros e de uma sensibilidade doentia que tinham caracterizado o Pré-Romantismo (v.) europeu. Este movimento decorrera numa época em que Portugal, devido à censura e também às condições políticas e sociais, em parte devido ao esforço de recuperação do cataclismo que fora o terramoto de 1755, não estava realmente permeável às novas correntes artísticas. A geração liberal trouxe da Europa um Romantismo amadurecido, de pendor sobretudo historicista, mas o entusiasmo pelas novas formas de expressão em breve levou ao exagero, cujo ponto culminante se pode encontrar na poesia de Soares de Passos.
É controversa a delimitação de Romantismo e Ultra-Romantismo. Todavia, não podemos fugir à caracterização de “ultra-romântico” que os próprios contemporâneos aplicaram ao estilo excessivo tão em voga sobretudo nos jornais literários da época. Numa tentativa de rigor na definição cronológica destes períodos, devemos adoptar a opinião de Jacinto Prado Coelho, segundo o qual “mais convirá considerar ‘romantismo’ e ‘ultra-romantismo’ duas facetas paralelas, simultaneamente, de um movimento único”. Este ponto de vista jusifica-se pelo facto indiscutível de que nos chamados poetas românticos, como Castilho, Garrett e Herculano, podemos encontrar tiradas que acompanham e mesmo ultrapassam as dos autores claramente representativos da fase final do Romantismo.
{bibliografia}
Álvaro Manuel Machado: Do Romantismo aos romantismos em Portugal (1996)

2009-12-23 09:00:42
2009-12-23 09:00:42
ULTRAÍSMO
ULTRAÍSMO

A primeira vanguarda literária espanhola em língua castelhana surgiu entre 1918 e 1925, em redor do conceito de ultraísmo, rótulo em volta do qual se albergaria um movimento literário cujo fundador principal seria Rafael Cansinos-Assens (Sevilha, 1883 – Madrid, 1964) e que teria como principal animador Guillermo de Torre (Madrid, 1900 – Buenos Aires, 1971). O ultraísmo revelou-se principalmente através de manifestos e obras líricas dispersas em publicações como Los Quijotes (Madrid, 1915-1918), Cervantes (Madrid, 1916-1920), Grecia (Sevilha-Madrid, 1918-1920), Perseo (Madrid, 1919), Ultra (Oviedo, 1919-1920), Gran Guiñol (Sevilha, 1920), Reflector (Madrid, 1920), Ultra (Madrid, 1921-1922, a grande revista do movimento), Tableros (Madrid, 1921-1922), Horizonte (Madrid, 1922-1923), Prisma (París-Barcelona, 1922), Vértices (Madrid, 1923), Parábola (Burgos, 1923-1928), Tobogán (Madrid, 1924) ou Plural (Madrid, 1925), e através de publicações que, de uma ou outra forma, se aproximaram do movimento – Cosmópolis (Madrid, 1919-1922), Alfar (La Corunha-Montevideu, 1920-1954) ou Ronsel (Lugo, 1924). O ultraísmo promoveu também, como qualquer movimento de vanguarda que se prezasse, actividades públicas como a “Fiesta del Ultra”, celebrada a 2 de Maio de 1919 no Ateneu de Sevilha ou como a “Velada Ultraísta de Parisiana” a 28 de Janeiro de 1921. Em 1918 ocorrem acontecimentos fundamentais para a gestação do movimento: Espanha recebe, pela segunda vez, a visita do poeta chileno Vicente Huidobro (pai do creacionismo); é também o ano de nascimento da revista sevilhana (que depois se filiou em Madrid) Grecia, que passa do simbolismo tardio dos seus primeiros números ao território da vanguarda. Será, nesta revista, que aparecerá o “I Manifiesto Ultraísta” (X. Bóveda, C. A. Comet, F. Iglesias, G. de Torre, P. Iglesias Caballero, P. Garfias, J. Rivas Panedas, J. de Aroca, Grecia 11, Sevilha, 15 de Março de 1919), onde se indicam as primeiras premissas do grupo: “Nuestro lema será ‘ultra’, y en nuestro credo cabrán todas las tendencias sin distinción, con tal que expresen un anhelo nuevo. Más tarde, estas tendencias lograrán su núcleo y se unificarán. Por el momento creemos suficiente lanzar este grito de renovación y anunciar la publicación de una revista que llevará el título de Ultra, y en la que sólo lo nuevo hallará acogida”. A excessiva (e, provavelmente, ingénua) ambição do projecto (a par de uma certa indefinição de uma estética concreta, facto que originou não poucos equívocos) será ratificada nas palavras do apóstolo do grupo, Cansinos-Assens (“La nueva lírica y la revista Cervantes”, Grecia 12, Sevilha, 1 de Abril de 1919): “(…)las tendencias superatrices de Nietszche, D´Annunzio, Walt Whitman, Emerson, Verhaeren, el futurismo de Marinetti, el dinamismo manifestado en la lírica com los temas de la conquista de la mecánica, la vida intensa, los aeroplanos, G. Apollinaire, en su conjunción com el arte abstracto o ideal, las obras de Mallarmé, Trsitan Tzara, Max Jacob, F. Picabia, J. Cocteau, la revista Antología Dadá de Zurich y el Nord-Sud de París… han producido el ‘ultra’, que es algo que está más allá del novecentismo (…) Extrae elementos del futurismo, del dinamismo, del creacionismo que trajo V. Huidobro en su valija diplomática de novedades líricas del año 1918 (…) ‘Ultra’ señala un movimiento literario, no una escuela…”. A produção literária ultraísta será muito mais importante no que respeita a colaborações em revistas do que no que respeita à escrita de livros, entre os quais se destacam Imagen (1922) de Gerardo Diego, La rueda de color (1923) de Rogelio Buendía, Hélices (1923) de Guillermo de Torre e La sombrilla japonesa de Isaac del Vando-Villar. O próprio Cansinos-Assens e Gerardo Diego, entre outros, insistiram no facto de que o ultraísmo deveria ser considerado um movimento literário e não uma escola estética, o que não invalidou o aparecimento de numerosos equívocos (“Este lema ‘ultra’ señala un movimiento literario, no una escuela… Es una orientación hacia continuas y reiteradas evoluciones, un propósito perenne de juventud literaria…”, Cansinos-Assens, “Los poetas del Ultra. Antología”, Cervantes, Madrid, Junho de 1919; “Ultra no es una escuela. Claramente lo han definido sus propulsores. Es un movimiento amplísimo de renovación. Es lo opuesto del concepto ‘escuela’, en cuanto significa servilismo”, Gerardo Diego, La Atalaya). Apesar da tentativa dos ultraístas por levar a cabo uma ruptura em literatura castelhana, semelhante àquela que se tinha produzido ou que se estava a produzir na Europa, não ter cumprido, talvez, todos os seus objectivos, protagonizou efectivamente um papel primordial na génese e na recepção da poesia do “grupo del 27”, cumprindo o preceito de agitação cultural inerente a todo o movimento de vanguarda. Aliás, o “grupo del 27” ecoará, em boa medida, alguns dos ideais estéticos dos ultraístas, que, de algum modo, avançarão por um caminho que leva ao conceito de “poesía pura”, já que é de rigor mencionar que os ultraístas (cuja nova estética se constrói com fragmentos de cubismo literário, futurismo, creacionismo, expressionismo e dadaísmo) chagaram a alcançar um papel certamente notável e original, porquanto concediam na sua estética uma função primordial à metáfora, preenchendo o espaço que medeia entre o nada e a consagração pública da vanguarda na literatura espanhola, embora sempre com um carácter iniciático. Uma lista de autores que se aproximan do ultraísmo poderia estar formada por Xavier Bóveda, Rogelio Buendía, Cansinos-Assens (com o pseudónimo de Juan Las), Ciria y Escalante, César A. Comet, Antonio M. Cubero, Evaristo Correa Calderón, Gerardo Diego, Pedro Garfias, César González Ruano, Jaime Ibarra, F. Iglesias, P. Iglesias Caballero, Joaquín de Aroca, Juan Larrea, Rafael Lasso de la Vega, Ernesto López Parra, Tomás Luque, Eugenio Montes, Luis Mosquera, Eduardo de Ontañón, Manuel de la Peña, Miguel Pérez Ferrero, Ramón Prieto y Romero, Eliodoro Puche, os irmãos Guillermo e Francisco Rello, Vicente Risco, Humberto Rivas, José Rivas Panedas, José María Romero, Miguel Romero Martínez, Lucía Sánchez Saornil (com o pseudónimo de Luciano de San-Saor), Guillermo de Torre, Adriano del Valle, Isaac del Vando-Villar. Outros nomes participaram esporadicamente no movimento, como Antonio Espina, Luis Buñuel, Mauricio Bacarisse ou Francisco Vighi e também alguns estrangeiros como os argentinos Francisco Luis Bernárdez e Jorge Luis Borges, o polaco Tadeusz Peiper e o chileno Joaquín Edwards Bello.{bibliografia}Guillermo de Torre: Literaturas europeas de vanguardia (1925); Manuel de la Peña: El ultraísmo en España (1925); Gloria Videla: El ultraísmo (1963); Jaime Brihuega: Manifiestos, proclamas, panfletos y textos doctrinales. Las vanguardias artísticas en España (1979) e Las vanguardias artísticas en España. 1900-1936 (1981); Germán Gullón: Poesía de la vanguardia española (1981); José Luis Bernal: El ultraísmo, historia de un fracaso? (1988); José María Barrera: El ultraísmo de Sevilla (1987); Francisco Fuentes: Poesías y poéticas del ultraísmo (1989); Francisco Javier Díez de Revenga: Poesía española de la vanguardia (1918-1936) (1995); Juan Manuel Bonet: Diccionario de las vanguardias en España 1907-1936 (1995); IVAM: El ultraísmo y las artes plásticas (Catálogo) (1996).

2009-12-23 08:56:25
2009-12-23 08:56:25
UMFUNKTIONIERUNG
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Verbete por redigir

2010-01-01 18:43:07
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UNANIMISMO
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Verbete por redigir

2010-01-01 18:43:33
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UNCANNY (THE)
INQUIETANTE ESTRANHEZA
UNCANNY (THE)
2010-01-01 18:43:56
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UNHEIMLICHE (DAS)
INQUIETANTE ESTRANHEZA
UNHEIMLICHE (DAS)
2010-01-01 18:44:29
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