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Termo moderno (difundido a partir do século XVI, neste sentido) para qualquer reunião de carácter científico, literário, político ou social com o objectivo de discutir assuntos de interesse geral ou particular (para uma comunidade científica, por exemplo). Possui hoje muitas variantes que incluem a conferência de imprensa (popularizada a partir da II Guerra Mundial, trata-se de uma entrevista pública ou um anúncio de uma figura pública, geralmente de acordo com um pedido expresso de alguma das partes, tendo em vista o interesse da comunicação), a teleconferência ou conference call (através de uma chamada telefónica, um conferencista pode falar com diversas pessoas ao mesmo tempo) e a videoconferência (através de tecnologia própria, um conferencista pode falar para e ser visto por várias pessoas, em qualquer parte do globo).

As Conferências do Casino Lisbonense (Lisboa, 1871) constituem hoje uma referência cultural para definir o espírito que deve presidir a uma conferência e a relação que se deve estabelecer com a sociedade a que se dirige. Do programa publicado então na imprensa, ressaltam objectivos que acabam por servir a qualquer conferência que queira contribuir para o diálogo intelectual e para o progresso social: “Têm ainda elas [as Conferências] uma imensa vantagem, que nos cumpre especialmente notar: preocupar a opinião com o estudo das ideias, que devem presidir a uma revolução, de modo que para ela a consciência pública se prepare e ilumine, é dar não só uma segura base à constituição futura, mas também, em todas as ocasiões, uma sólida garantia à ordem.” (A Revolução de Setembro, 18-5-1871).