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Expressão fancesa que significa literalmente “grito do coração” e que funciona como termo literário quando aplicada a situações discursivas marcadas por descrições de sentimentos profundos de sofrimento ou euforia individual. A literatura confessional está recheada deste tipo de manifestação da subjectividade mais intimista, que podemos exemplificar com o seguinte passo de Onde Está a Felicidade?: " «Não me ouvis, meu Deus?…» murmurava ela, erguendo os braços, ajoelhando-se e caindo com a face sobre as mãos, banhada de lágrimas. «Minha santa mãe, pedi no céu a minha morte! Resgatai uma filha…» Augusta soltara um grito, quando o coração orava assim uma serene prece." (Obras Escolhidas, vol.5, Círculo de Leitores, Lisboa, 1981, p.187).