OFF-BROADWAY

Diz-se tanto da região geográfica situada na cidade de Nova York, que congrega coletivos artísticos atuantes em espaços teatrais não convencionais; quanto do conjunto de espetáculos, também não convencionais, que apesar da sua heterogenia, em termos de pesquisa cênica, configura um conjunto denso e ao mesmo tempo expressivo das principais tendências e gêneros contemporâneos devotados ao experimentalismo teatral com ênfase, atualmente, na performance em arte. A região geográfica do off-Broadway na ilha de Manhattan tem essa denominação, a partir dos anos 20’ graças à criação de pequenas salas de espetáculos que raramente ultrapassava a média dos 300 lugares. A criação deste ambiente off-Broadway foi uma espécie de oposição ideológica ao sistema de produção em larga escala comercial situado na célebre região da Broadway, famosa rua que corta de norte a sul da ilha de Manhattan, ao norte da Times Square. Essa região da Broadway, por sua vez, simboliza, ainda, o templo do teatro comercial ocidental onde reina uma atmosfera efervescente em meio a uma produção teatral altamente empresariada pelo capital privado, cujo maior fim é o lucro e o entretenimento de bom gosto para um público numeroso tanto nacional quanto estrangeiro. Como se sabe, a produção de espetáculos na Broadway é um importante braço da industria do entretenimento americano que juntamente com a industria cinematográfica, sediada em Hollywood, sistematiza um conjunto de ações empresariais coesas que coloca esse ramo de atividades da cadeia produtiva americana como um dos mais rentáveis e que permite ainda uma grande visibilidade para própria cultura norte-americana. Sem idealizar a condição do teatro off-Broadway verifica-se, não necessariamente, uma oposição, mas a exploração de um outro nicho de interesses não menos econômicos que entretanto está condicionado pela novidade, pelo experimentalismo, pela pesquisa de ponta em arte, com a apresentação de experiências radicais que muitas vezes depois de “testadas” no circuito Off pode vir a ganhar notoriedade e reconhecimento de bilheteria, público e crítica no espaço da Broadway. Este foi de certa forma o caminho percorrido pela produção, sobretudo de musicais como atesta o exemplo de Hair, que estreou no off-Broadway na década de 60’ em meio à guerra do Vietnam e logo fez carreira em grandes teatros da Broadway. Contudo, uma rápida visita ao sítio eletrônico http://www.offbroadway.com/ observa-se que o peso do empreendimento econômico é tão grande também no off-Broadway que a fronteira entre o experimentalismo e o convencional muitas vezes é só uma questão mercadológica. Importante sopro renovador para expressão off-Broadway foi dado no final dos anos 40’ começo dos 50’ quando da fundação do Living Theatre pelo casal Julian Beck (1925-1985) e Judith Malina. À frente deste coletivo teatral, que se fixou definitivamente em Nova York somente em 1989, o casal Beck e Malina contribuiu, definitivamente, nos anos 70’ para uma renovação vigorosa da linguagem teatral bem como das técnicas de treinamento para os atores. Este foi um grupo teatral americano cujo trabalho se tornou uma referência, sobretudo no tocante aos procedimentos de criação coletiva, para toda uma geração de artistas de teatro tanto na Europa quanto nas Américas — http://www.livingtheatre.org/index.html . Do final dos anos 60’ e começo dos 70’ a especulação imobiliária leva uma nova geração de artistas inquietos a procurar espaços não convencionais como lofts, garagens, galpões e outros ambientes na tentativa de realizar seus espetáculos. Conseqüentemente, esta ação deu origem ao movimento ou ao novo rótulo do off-off-Broadway. Duas características são bem reconhecíveis: a radicalização das experiências cênicas e dramatúrgicas e a limitação de espectadores nos espaços teatrais. A capacidade nesses “teatros” em princípio dificilmente não ultrapassa os 100 lugares. Exemplos dessa produção que flutua entre off-Broadway e off-off-Broadway pode ser verificado ao se visitar o sítio eletrônico do grupo dirigido por Richard Foreman, Ontological-Hysteric Theatre http://www.ontological.com/. Uma das instituições de respeitabilidade mundial deste ambiente de teatro não convencional é a companhia que foi fundada em 1961 sob a direção de Ellen Stewart, La Mama Experimental Theatre Club —http://lamama.org/. Foi a convite de Ellen Stewart que Jersy. Grotowski (1933-1999), Tadeusz Kantor (1915-1990) e outros criadores da cena européia, detentores de arrojada linguagem teatral foram acolhidos e tiveram seus trabalhos exibidos em Nova York. {bibliografia}Edwin Bronner: Encyclopaedia of the American Theatre: 1900-75 (1981); Ethan Mordden: The American Theatre (1981); Julius Novick: Beyond Broadway: The Quest for Permanent Theatre, (1968). http://www.livingtheatre.org/ http://www.lamama.org/ http://pages.nyu.edu/~jqk2598/provincetown.html http://www.pbs.org/wnet/americanmasters/database/group_theatre.html

HAPPENING, TEATRO EXPERIMENTAL
OFF-BROADWAY

Diz-se tanto da região geográfica situada na cidade de Nova York, que congrega coletivos artísticos atuantes em espaços teatrais não convencionais; quanto do conjunto de espetáculos, também não convencionais, que apesar da sua heterogenia, em termos de pesquisa cênica, configura um conjunto denso e ao mesmo tempo expressivo das principais tendências e gêneros contemporâneos devotados ao experimentalismo teatral com ênfase, atualmente, na performance em arte. A região geográfica do off-Broadway na ilha de Manhattan tem essa denominação, a partir dos anos 20’ graças à criação de pequenas salas de espetáculos que raramente ultrapassava a média dos 300 lugares. A criação deste ambiente off-Broadway foi uma espécie de oposição ideológica ao sistema de produção em larga escala comercial situado na célebre região da Broadway, famosa rua que corta de norte a sul da ilha de Manhattan, ao norte da Times Square. Essa região da Broadway, por sua vez, simboliza, ainda, o templo do teatro comercial ocidental onde reina uma atmosfera efervescente em meio a uma produção teatral altamente empresariada pelo capital privado, cujo maior fim é o lucro e o entretenimento de bom gosto para um público numeroso tanto nacional quanto estrangeiro. Como se sabe, a produção de espetáculos na Broadway é um importante braço da industria do entretenimento americano que juntamente com a industria cinematográfica, sediada em Hollywood, sistematiza um conjunto de ações empresariais coesas que coloca esse ramo de atividades da cadeia produtiva americana como um dos mais rentáveis e que permite ainda uma grande visibilidade para própria cultura norte-americana. Sem idealizar a condição do teatro off-Broadway verifica-se, não necessariamente, uma oposição, mas a exploração de um outro nicho de interesses não menos econômicos que entretanto está condicionado pela novidade, pelo experimentalismo, pela pesquisa de ponta em arte, com a apresentação de experiências radicais que muitas vezes depois de “testadas” no circuito Off pode vir a ganhar notoriedade e reconhecimento de bilheteria, público e crítica no espaço da Broadway. Este foi de certa forma o caminho percorrido pela produção, sobretudo de musicais como atesta o exemplo de Hair, que estreou no off-Broadway na década de 60’ em meio à guerra do Vietnam e logo fez carreira em grandes teatros da Broadway. Contudo, uma rápida visita ao sítio eletrônico http://www.offbroadway.com/ observa-se que o peso do empreendimento econômico é tão grande também no off-Broadway que a fronteira entre o experimentalismo e o convencional muitas vezes é só uma questão mercadológica. Importante sopro renovador para expressão off-Broadway foi dado no final dos anos 40’ começo dos 50’ quando da fundação do Living Theatre pelo casal Julian Beck (1925-1985) e Judith Malina. À frente deste coletivo teatral, que se fixou definitivamente em Nova York somente em 1989, o casal Beck e Malina contribuiu, definitivamente, nos anos 70’ para uma renovação vigorosa da linguagem teatral bem como das técnicas de treinamento para os atores. Este foi um grupo teatral americano cujo trabalho se tornou uma referência, sobretudo no tocante aos procedimentos de criação coletiva, para toda uma geração de artistas de teatro tanto na Europa quanto nas Américas — http://www.livingtheatre.org/index.html . Do final dos anos 60’ e começo dos 70’ a especulação imobiliária leva uma nova geração de artistas inquietos a procurar espaços não convencionais como lofts, garagens, galpões e outros ambientes na tentativa de realizar seus espetáculos. Conseqüentemente, esta ação deu origem ao movimento ou ao novo rótulo do off-off-Broadway. Duas características são bem reconhecíveis: a radicalização das experiências cênicas e dramatúrgicas e a limitação de espectadores nos espaços teatrais. A capacidade nesses “teatros” em princípio dificilmente não ultrapassa os 100 lugares. Exemplos dessa produção que flutua entre off-Broadway e off-off-Broadway pode ser verificado ao se visitar o sítio eletrônico do grupo dirigido por Richard Foreman, Ontological-Hysteric Theatre http://www.ontological.com/. Uma das instituições de respeitabilidade mundial deste ambiente de teatro não convencional é a companhia que foi fundada em 1961 sob a direção de Ellen Stewart, La Mama Experimental Theatre Club —http://lamama.org/. Foi a convite de Ellen Stewart que Jersy. Grotowski (1933-1999), Tadeusz Kantor (1915-1990) e outros criadores da cena européia, detentores de arrojada linguagem teatral foram acolhidos e tiveram seus trabalhos exibidos em Nova York. {bibliografia}Edwin Bronner: Encyclopaedia of the American Theatre: 1900-75 (1981); Ethan Mordden: The American Theatre (1981); Julius Novick: Beyond Broadway: The Quest for Permanent Theatre, (1968). http://www.livingtheatre.org/ http://www.lamama.org/ http://pages.nyu.edu/~jqk2598/provincetown.html http://www.pbs.org/wnet/americanmasters/database/group_theatre.html

2009-12-24 06:45:00
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