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Termo derivado do latim canticum, que, no drama romano, se refere às partes cantadas, por oposição às partes faladas ou diverbium. As peças de Plauto contêm vários cantica. Posteriormente, o termo ficou próximo das ideias de canto de hino, salmo e ode, e, geralmente, distingue-se por ser destinado a louvar uma divindade. É frequente nos rituais cristãos, destacando-se já nos Evangelhos o conjunto de salmos conhecido por Cântico dos Cânticos, atribuídos ao rei Salomão. Na literatura, esta origem litúrgica nunca é abandonada, podendo escrever-se um cântico de adoração a uma pessoa muito estimada que se quer comparar a uma divindade. As “Odes e Canções” e os “Versões e Imitações (in Campo de Flores, 1893), de João de Deus, podem, neste sentido, ser consideradas cânticos, pela revelação dos sentimentos de devoção íntima.