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Peça de teatro inglesa popularizada no século XVI, também chamada chronicle history ou history play, e que trata de matérias da história nacional britânica, em particular a partir da derrota da Armada espanhola durante o reinado de Elizabeth I. Naturalmente herdeiras da tradição das moralidades medievais, as chronicle plays isabelinas eram baseadas sobretudo nas Chronicles of England, Scotlande, and Irelande (1578) de Raphael Holinshed, visões nacionalistas de raiz popular que pretendiam educar um público maioritariamente ileterado. In An Apology for Actors (1612) the dramatist Thomas Heywood observou que as chronicle plays

are writ with this ayme, and carryed with this methode, to teach their subjects obedience to their king, to shew the people the untimely ends of such as have moved tumults, commotions, and insurrections, to present them with the flourishing estate of such as live in obedience, exhorting them to allegeance, dehorting them from all trayterous and fellonious stratagems.

Estas peças evoluíram de narrações simples e pouco cuidadas em termos dramáticos (meros arranjos cronológicos de episódios soltos da história) para textos sofisticados em que se destacam em particular os retratos de heróis nacionais, como em Edward II (1592), de Christopher Marlowe, ou os dois ciclos das history plays de William Shakespeare, dos reinados de Richard II a Henry VIII, de onde se destaca o drama intensamente nacionalista Henry V (c.1598),. Por volta de 1630, este tipo de drama foi considerado fora de moda.

{bibliografia}

E. M. Tillyard: Shakespeare’s History Plays (1946); Lili B. Campbell: Shakespeare’s «Histories» (1947); Irving Ribner: The English History Play in the Age of Shakespeare (ed. rev., 1965); Jonathan Dollimore e Alan Sinfield (eds.): Political Shakespeare: New Essays in Cultural Materialism (1985); Max Reese: The Cease of Majesty: A Study of Shakespeare’s History Plays (1962).