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Comédia francesa (literalmente, “comédia de costumes”), que privilegia o retrato do homem social, em desfavor dos retratos individuais. A rigor, este tipo de comédia podia remontar a Aristófanes, que satiriza sobre os costumes dos atenienses da sua época. Como género datado, a comédie de moeurs desenvolveu-se durante o século XVII, representando-a autores como J. Chevalier (L’Intrigue des carrosses à cinq sous, 1662), Dancourt (La Désolation des joueuses, 1687) ou Saint-Yon (Les Façons du temps, 1685). O ambiente deste tipo de comédia, equivalente da inglesa comedy of manners, é marcado pela zombaria constante de certas personagens-tipo, cujos vícios se pretendem ver corrigidos. Na segunda metade do século XVIII, ainda persiste o género em peças como Les Effrontés (1861), de E. Augier ou Le monde où l’on s’amuse (868), de E. Pailleron.

{bibliografia}

C. Mauron: Psychocritique du genre comique (1964);
Emmanuel Bury:
“Comédie et science des moeurs: Le Modèle de Terence aux XVIe et
XVIIe siècles”, Littératures Classiques, 27 (1996); Jean
Emelina: “La Bourgeoisie dans la comédie de moeurs du XIXe
siècle: Execration et exaltation”, Révue d’Histoire
Littéraire de la France
, 84, 3 (1984); L. Allard: La
Comédie de moeurs
(1923); Roger Guichemerre: “Types sociaux
et scènes de moeurs chez les contemporains de Molière:
L’Apparition de la comédie de moeurs”, Travaux de Littérature,
1 (1988); Stella Gargantini Rabbi: Du conflit racinien a la
comédie de moeurs: Quatre essais sur l’égalité
(Pisa, 1986).