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Em narratologia, diz-se das sequências narrativas que se coordenam linearmente, de forma a que o final de uma sequência prepare o início da seguinte. Qualquer narrativa linear, construída segundo o princípio lógico de continuidade de sequências: S1 + S2 + S3 + S4…, recorre ao encadeamento das várias acções, cuja unidade é conseguida por um processo de analogia entre os factos encadeados para produzir uma grande história. Por exemplo, o conto “Fronteira”, in Novos Contos da Montanha (1944), de Miguel Torga, é um exemplo de uma história narrada de acordo com uma lógica simples de encadeamento linear de sequências: S1) descrição da vida dos contrabandistas, S2) chegada de Robalo, S3) romance de Isabel e Robalo; S4) noite de Natal; S5) conversão de Robalo à vida de contrabandista.

{bibliografia}

C. Bremond: Logique du récit (1973); Sholomith Rimmon-Kenan: Narrative Fiction: Contemporary Poetics (1983); T. Todorov: “Les catégories du récit littéraire”, Communications, 8 (1966).