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Livro dos primórdios da tipografia, ainda muito artesanal, impresso num período que se convencionou medear entre 1450 e 1500, e com um grafismo que imitava o modelo do códice manuscrito. É questionável a barreira do ano de 1500, uma vez que no início do século XVI muitos livros impressos continuavam a apresentar características incunabulares, ao mesmo tempo que algumas tipografias quatrocentistas já tinham, desde 1480, uma produção verdadeiramente industrializada. Típica do incunábulo é a ausência de portada, estando a identificação do texto e da impressão acantonadas no final do livro, no cólofon. O incunábulo, apesar de impresso, tem ainda as letras capitulares manuscritas, está foliado (numerado por fólios) e não paginado, é de formato grande, tem a mancha gráfica compacta, com frequente recurso a abreviaturas, não tem o texto articulado em subdivisões (capítulos, partes…) e apresenta imperfeições técnicas relativas à tinta e ao papel. Calcula-se que entre 1450 e 1500 tenham sido impressos vinte milhões de exemplares relativos a 35.000 ou 40.000 edições incunabulares.

{bibliografia}

José Martínez de Sousa: Diccionario de Bibliología y Ciencias Afines (1989).