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Figura literária que designa a ocorrência de par ou de uma série binária de palavras sintacticamente unidas por uma relação semântica. O verso inicial de um conhecido soneto de Luís de Camões, “Aquela triste e leda madrugada” ilustra o recurso a este tipo de artifício retórico muito ao gosto renascentista e maneirista: “triste e leda”. Na lírica medieval, este fenómeno pode ser identificado nos casos de paralelismo semântico.