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Termo francês que designa um texto que se escreve após o encerramento de uma obra em prosa (neste caso, assume a forma de um posfácio ou de um post scriptum) ou uma breve estrofe que remate um poema. Em Português, corresponde ao ofertório. Na balada tradicional, é comum encontrar este tipo de remate de uma composição poética, normalmente dedicado ao elogio de um nobre ou de uma figura heróica. A função primeira do envoi na poética provençal era a de concentrar em poucos versos toda a matéria do poema, razão por que os trovadores occitânicos lhe chamavam tornadas, porém a prática do envoi só se generalizou a partir do século XV. Na lírica galego-portuguesa, podemos comparar o envoi ao processo de construção das chamadas cantigas de atafinda, cuja fiinda desempenha a mesma função conclusiva. De uma forma geral, a extensão do envoi pode variar entre os quatro versos (balada), cinco ou sete (chant royal) e três (sextilha). Nos casos da balada e do chant royal, repete-se o metro e o esquema rimático da estrofe anterior.

{bibliografia}

R. Dragonet: La Techinique poétique des trouvères dans la chanson courtoise (1960).