K

KRAFTGENIE
GÉNIO, ROMANTISMO
KRAFTGENIE

Termo alemão (Kraft, “vigor, energia” + Genie, “génio”) que corresponde ao poder do génio criador para produzir uma obra de arte original. A exigência de originalidade é importante neste conceito que se integra no espírito reformador do movimento alemão Sturm und Drang, também conhecido por Geniezeit (período do “génio criador”), em pleno vigor do Romantismo europeu que havia seguido o apelo de Rousseau para valorizar o indivíduo e menosprezar o gosto estético ditado pelas convenções sociais. O génio criador devia dominar a produção artística, que não podia nem devia ser prescrita de forma científica. A arte é vista como o resultado de uma expresão individual livre, espontânea e intensamente vivida, por isso as formas preferidas para concretizar literariamente este objectivo são a poesia lírica e o drama íntimo. Goethe e seus pares assumiam-se exemplarmente como Kraftgenies, modelo de artista que encontramos em muita literatura europeia da segunda metade do século XVIII.

2009-12-24 08:18:10
2009-12-24 08:18:10
KRIMINALGESCHICHTE
KRIMINALGESCHICHTE

A Kriminalgeschichte ou história policial é um género literário inserido no Kriminalroman (romance policial), possuindo ambos elementos de género instrutivo e/ou informativo da literatura policial (Kriminalliteratur). A Kriminalliteratur contém também o Agentenroman, o Spionageroman, o Detektivroman e a Detektivgeschichte.
A história policial demonstra o carácter angustiante do conto criminal e o carácter prejudicial do conto de detectives e está relacionada com um conto cujo tema é um crime que vai por sua vez ser explicado. Assim, descreve um crime com pequenos ou grandes ladrões que parece quase impossível de resolver e tenta encontrar justificativas para o porquê dos acontecimentos, chegando-se à conclusão de que os criminosos agem por diferentes motivos: uns procuram sensações fortes, outros fazem-no por simples divertimento, pela aventura, ou mesmo porque através destes crimes encontram ou pensam encontrar uma forma de raciocínio (Denksportaufgabe), de estimulação da mente. Desta forma, tem como tema essencial o estudo de características e comportamentos psicológicos e sociológicos, pois por menores ou mais triviais que sejam, existem sempre motivos para o crime. São esses motivos que se tentam desvendar, para que os leitores compreendam a história. No entanto, no final do enredo, os criminosos são sempre encontrados e castigados.
Em resumo, podemos dizer que a Kriminalgeschichte descreve numa sequência cronológica de episódios altamente dramáticos, demonstrando como o criminoso é identificado e abatido. Como exemplos podemos citar Verbrecher aus verlorener Ehre, de Schiller, Dem Fräulein von Scuderi, de E.T.A. Hoffmann, Das Versprechen, de Friedrich Dürrenmatt.

2009-12-24 08:19:35
2009-12-24 08:19:35
KÜNSTLERROMAN
BILDUNGSROMAN
KÜNSTLERROMAN

Verbete por redigir

2010-01-01 16:41:45
2010-01-01 16:41:45
KUNSTLIED
KUNSTLIED
LIED
KUNSTLIED

O Kunstlied ou canção artística é um género artístico subjacente e particular de um determinado compositor. Esta designação pela qual é conhecida apareceu devido ao facto dos seus autores serem escritores ou artistas, como Novalis, Brentano, Schubert, Schumann, entre outros.
Integrando-se no Volkslied (canção popular), o Kunstlied é uma forma de alcançar a primeira. O Volkslied apareceu como forma do povo expressar as suas emoções e inquietações através da poesia. Sendo geralmente uma forma popular, tal como o nome indica, os seus autores na maioria eram anónimos e de proveniência popular, mas a sua composição é adoptada e divulgada na sociedade em que se inseria. Na maioria dos casos, essa divulgação era feita de boca em boca, sendo por vezes feitas algumas adulterações para que este se torne mais simples e mais acessível ao público receptor.
A canção popular é uma cantiga e não um texto literário que aparece além de aliada a uma determinada melodia, também aliada a uma dança ou mesmo uma representação dramática. Destinada a um público mais erudito, a sua linguagem é caracterizada por uma simplicidade e economia de meios, sendo directa e despretensiosa e contando na maioria das vezes uma história já conhecida dos seus auditores. È também caracterizada por uma imagética bastante fácil de alcançar, por adjectivação numerosa, pelo predomínio de simbologia, de expressões e situações hiperbólicas.
Tendo como base a Volkslied, a Kunstlied é um género um pouco mais cuidado a nível da linguagem, sendo também a forma musical e a estrutura diferente do Volkslied, pois dá-se muita importância ao estilo. Como exemplos de Kunstlied temos Der Mond ist aufgegangen, de M. Claudius, Ich weiss nicht, was soll es bedeuten, de H. Heine.

2009-12-24 08:21:14
2009-12-24 08:21:14
KUNSTMÄRCHEN
CONTO DE FADAS
KUNSTMÄRCHEN

O vocábulo Kunstmärchen deriva da palavra Märchen, ou seja, conto de fadas. Como tal, Kunstmärchen significa conto artístico. Tratando-se de contos de fadas, nestes contos existe a interpenetração de elementos do mundo real e do mundo ficcional. Contudo, o Kunstmärchen é um género diferente, pois ao contrário do Volksmärchen (conto de fadas popular), ou mesmo do Märchen, não é transmitido oralmente mas sim pela escrita, não tendo deste modo uma tradição oral. Sendo uma espécie de conto de fadas, este resulta de uma invenção individual do autor que tem como base um conto transmitido oralmente. Apesar do conto poder não ser totalmente original, como produção de um determinado autor, este torna-se propriedade sua, tendo este autor todos os direitos sobre ele. É também importante o facto de que os autores destes contos artísticos são já conhecidos e de renome.
Normalmente, os Märchen ou os Volksmärchen têm como objectivo dar a perceber às crianças a diferença entre o bem e o mal, fazendo com que estas optem pelo caminho a tomar, que geralmente é o daqueles que fazem o bem. Estes contos são orientados para o futuro, pois guiam a criança promovendo o desenvolvimento da sua personalidade e o seu crescimento interior, uma vez que de forma subtil as ensinam a lidar de forma construtiva com elementos adversos. Já o Kunstmärchen tem uma função diferente destes, pois o seu objectivo é fazer os adultos pensar, é moralizar, além do entretenimento. Alguns autores tratam mesmo de problemas reais da sociedade, tentando encontrar de forma metafórica soluções para estes.
Embora os Kunstmärchen sejam sempre ou quase sempre influenciados pelos Volksmärchen, nestes o que domina é o texto, sendo todos os elementos secundários do Volksmärchen esquecidos. Muitos destes contos desenvolvem o mundo das fadas até ao limite, trivializando completamente o maravilhoso. Como produção individual de um determinado autor, estes dão-nos a conhecer o estilo e a atitude particular do seu autor. De forma geral, estes exigem um estilo e uma técnica bastante sofisticada, pois os autores necessitam de bastante liberdade para a produção das suas construções fantásticas e até mesmo bizarras.
O Kunstmärchen existiu durante o período do Rocócó francês, mas teve o seu auge na literatura alemã com os escritores românticos. Contudo, na Alemanha surgiram como expressão alegórica de uma tentativa de aprendizagem da Aufklärung (Iluminismo). Para estes autores os segredos e a verdade da vida encontravam-se na sua poesia, no mundo imaginário onde não existem limites. Estes contos continuam a ter importância mais tarde durante o realismo e o naturalismo.
Como exemplos de Kunstmärchen temos Kinder- und Hausmärchen, dos irmãos Grimm, Gockel, Hinkel und Gackeleia, de Brentano, Standhafter Zinnsoldat, de Hans Christian Andersen, Nussknacker und Mäusekönig, de E.T.A. Hoffmann.{bibliografia}Barry W. Rosen: “Metamärchen: Reevaluating and Defining the Romantic Kunstmärchen”, Folklore Forum, 18, 1 (Bloomington, 1985); Gerhard Ruckert: “Volksmärchen und Kunstmärchen”, in Ottilie Dinges et al. (eds.): Märchen in Erziehung und Unterricht (1986).

2009-12-24 08:22:19
2009-12-24 08:22:19
KURZGESCHICHTE
CONTO
KURZGESCHICHTE

Termo alemão para o tipo de conto literário que jovens gerações de escritores depois da Segunda Guerra mundial, incluindo Heinrich Böll, Alfred Andersch e Wolfgang Weyrauch, criaram e desenvolveram, fazendo triunfar o género, também conhecido como rubble literature (“literatura de pequenos fragmentos”). Pela sua maior concisão, a Kurzgeschichte distingue-se da Novelle (que corresponde ao que em português chamamos novela e em inglês long short story), género que dominou no século XIX na literatura alemã. Os seus principais traços são a concentração das acções e a redução do conto ao essencial para a sua narração. Os temas são geralmente tirados do quotidiano, as personagens em pequeno número e o narrador exerce pouca influência sobre o conhecimento profundo dos protagonistas. É frequente o título da Kurzgeschichte encerrar um significado simbólico ou de difícil interpretação, como em uma das primeiras obras de Böll, “Die Botschaft” (1947).{bibliografia}Erna
Neuse:

Der
Erzähler in der deutschen Kurzgeschichte (1994);
Leonie Marx:

Die
deutsche Kurzgeschichte (1985); Ludwig Rohner:
Theorie der Kurzgeschichte (1973); Marcel Reich-Ranicki
(ed.):

Erfundene
Wahrheit.

Deutsche Geschichten 1945 – 60
(1995);

Thomas Di Napoli: “Problems in Defining the German ‘Kurzgeschichte’
“, Studies in Short Fiction, 15 (1978).

2009-12-24 08:23:31
2009-12-24 08:23:31
KYOGEN
KYOGEN
KYOGEN

Forma de teatro japonês, desenvolvido a partir do teatro nô, do século XIV em diante, que funciona como uma espécie de interlúdio ou pausa lúdica que alternava com as partes em que a representação nô se dividia. Trata-se de uma representação necessariamente breve, mas de forte impacte sobre o público, pelo que a escolha do tema é normalmente feita a partir de acontecimentos próximos do quotidiano e em tom humorístico e coloquial. Os actores destas representação não usam máscaras nem maquilhagem especial, ao contrário do espectáculo nô. Hoje em dia, o teatro nô tende a omitir a intercalação de kyogen, que ganhou um espaço próprio como género de representação teatral.{bibliografia} http://www.jinjapan.org/access/noh/kyogen_h.html http://www.geocities.com/Paris/Bistro/9934/kyogen/kyogen.html http://www.columbia.edu/itc/eacp/japanworks/teachingaids/japan/japanworkbook/drama/kyogen.html

2009-12-24 08:27:15
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