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Em filologia, é o conjunto dos testemunhos em que um texto se materializou ao longo da sua transmissão. Compreende, por um lado, os manuscritos e impressos que o conservam (tradição directa) e, por outro, as citações, traduções e outras formas de atestação, mesmo que em segunda mão (tradição indirecta). A história da tradição de um texto tem de acompanhar a respectiva edição crítica: por um lado, só os testemunhos permitem a construção de um texto próximo do que o autor concebeu; por outro, eles são produtos históricos, carregando inúmeras marcas do processo de produção e circulação do texto, um processo que a crítica textual toma como objecto de descrição e compreensão.

{bibliografia}

D’Arco Silvio Avalle: Introduzione alla Critica del Testo (1970); Miguel Ángel Pérez Priego: La Edición de Textos (1997).