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Etimologicamente, o termo grego eiron refere-se àquele que diz alguma coisa sem ter pensado naquilo que diz. O termo aparece pela primeira vez na comédia As Nuvens, de Aristófanes, num contexto anti-socrático, e passa a designar a personagem da comédia grega antiga que sobressai por denunciar menor inteligência do que aquela que efectivamente possui. O discurso do eiron é fortemente marcado por falsas modéstias, o que explica a relação que o termo com a história filológica do conceito de ironia. Pode ser desempenhado por personagens típicas como o hipócrita, o burlão, o charlatão, o malabarista, o intriguista, etc.

{bibliografia}

John D. Erickson: “Alienation in Samuel Beckett: The Protagonist as Eiron”, Perspectives on Contemporary Literature, vol.1, 2 (1975); Joseph Cotter: “The Etymology and Earliest Significance of Eiron”, Glotta: Zeitschrift fur Griechische und Lateinische Sprache, 70, 1-2 (1992).