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Nome dado a um grupo de poetas norte-americanos e ingleses, onde se incluem Ezra Pound, Amy Lowell, Hilda Doolittle, Richard Aldington e F. S. Flint, que, em 1912, propõem um novo estatuto para a poesia: libertar a expressão de obscuridades e artifícios retóricos, privilegiando o uso rigoroso de imagens visuais e abandonando o sentimentalismo vitoriano que dominava ainda a poesia. Pound publicou a primeira antologia em 1914: Des Imagistes. O grupo sucedeu de alguma forma ao movimento simbolista francês, embora tivesse privilegiado a escultura como arte de diálogo estético, contrariando o privilégio concedido à pintura pelos simbolistas. O imagismo teve uma existência tão efémera como a de um outro movimento seu contemporâneo, o vorticismo, muito por força do triunfo do modernismo europeu. Quando Pound se virou para o vorticismo ainda em 1914, foi Amy Lowell quem tentou ainda manter o grupo imagista (ou “amygista”, como na época se dizia depreciativamente. Alguns dos grandes escritores modernistas que a seguir se revelariam, como D. H. Lawrence e T. S. Eliot, não deixaram de manifestar alguma inspiração no imagismo.

Pound concebeu uma espécie de arte poética sobre a nova estética, “A Retrospect” (1918), onde define imagem como uma criação complexa (“An ‘Image’ is that which presents an intellectual and emotional complex in an instant of time.”) e dá conselhos sobre o bom uso da linguagem na poesia: “Use no superfluous word, no adjective which does not reveal something. Don’t use such an expression as ‘dim lands of peace.’ It dulls the image. It mixes an abstraction with the concrete. It comes from the writer’s not realizing that the natural object is always the adequate symbol. Go in fear of abstractions. Do not retell in mediocre verse what has already been done in good prose.” (in Literary Essays of Ezra Pound, Nova Iorque, 1968; trata-se de um conjunto de ensaios publicados inicialmente em Pavannes and Divagations (1918). O grupo anglófono dos imagistas tomou como seu pensador de referência T. E. Hulme, cuja crítica do optimismo romântico, em especial no ensaio “Romanticism and Classicism”, entusiasmou Pound e outros imagistas, para quem o rigor de uma imagem visual podia ser o suficiente para produzir uma obra de arte poética única, algo que só poderia ser conquistado com o recurso a uma linguagem simples, retirada do quotidiano, e com total liberdade de expressão na escolha do tema.

{bibliografia}

Natan Zach: "Imagism and Vorticism", in Bradbury and McFarlane (eds.), Modernism: A Guide to European Literature, 1890-1930 (1991); P. Jones (ed.): Imagist Poetry (1973).

http://www.geocities.com/~bblair/sip15_title.htm

http://dept.english.upenn.edu/~afilreis/88/imagism-def.html

http://www.sfu.ca/english/engl338/blast.htm