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Termo inglês que designa uma composição dramática breve, geralmente cómica ou satírica, construída em torno de uma única situação, ideia, personagem ou conflito. No campo literário, corresponde a uma pequena peça autónoma, destinada à leitura ou à representação, cuja concisão favorece a caricatura, a paródia, o diálogo espirituoso e a crítica de comportamentos individuais, convenções sociais, discursos públicos ou formas literárias. A palavra começou por estar associada a uma observação satírica ou mordaz e passou depois a designar uma representação curta de intenção predominantemente humorística. Embora tenha ligações históricas à prática teatral, o skit pode ser estudado como forma literária quando apresenta um texto dramático estruturado, com personagens, falas, didascálias e uma organização mínima da acção.

A sua estrutura pode limitar-se à apresentação de uma situação, à intensificação do seu potencial cómico e a uma conclusão inesperada. Em vez de desenvolver uma intriga complexa, o skit explora uma premissa central: um equívoco, uma inversão de papéis, a imitação de um género, o confronto entre duas atitudes ou a exposição de um comportamento absurdo.

Os termos skit sketch são frequentemente utilizados como sinónimos, sobretudo para designar cenas cómicas breves. Contudo, pode estabelecer-se uma distinção funcional entre eles. O sketch tende a apresentar maior elaboração dramática, com uma situação progressivamente desenvolvida e uma estrutura cómica mais definida. O skit, por sua vez, pode ser ainda mais breve, ocasional e directamente dependente de uma ideia satírica ou paródica. Essa distinção não é absoluta. O uso dos dois termos varia segundo a época, a tradição crítica e o contexto de produção. Em certas classificações, skit designa uma forma elementar ou informal de comic sketch; noutras, indica especificamente uma pequena peça que ridiculariza uma pessoa, uma obra, uma instituição ou um acontecimento.

skit aproxima-se da farsa pela exploração do exagero, do equívoco e das personagens tipificadas. Distingue-se dela sobretudo pela extensão: a farsa pode desenvolver uma intriga completa, ao passo que o skit se concentra habitualmente numa única unidade cómica. Relaciona-se também com a sátira, embora esta corresponda a um modo discursivo e não necessariamente a um género dramático. Um skit pode ser satírico quando utiliza o humor para denunciar vícios, preconceitos, abusos de poder ou convenções sociais. Nem todo o skit, contudo, possui uma finalidade crítica; alguns visam apenas produzir um efeito lúdico ou cómico.

A paródia constitui um dos seus procedimentos mais frequentes. Nesse caso, o texto imita, deformando-os, os traços reconhecíveis de outra obra, autor, género ou estilo. Um skit pode parodiar uma tragédia, um romance, um discurso político, uma aula, um julgamento ou qualquer situação organizada por códigos facilmente identificáveis pelo leitor. O género apresenta ainda afinidades com o interlúdio, a sotie, o entremez, o passo e outras formas dramáticas breves. Essas designações, porém, pertencem a tradições históricas específicas e não devem ser tomadas como equivalentes perfeitos. O skit é uma categoria mais recente, flexível e menos vinculada a regras formais.

Apesar do seu carácter informal, o skit pode possuir uma organização dramática reconhecível. Em geral, inicia-se sem uma exposição extensa, apresentando de imediato a situação e as personagens. O conflito é rapidamente estabelecido, repetido ou intensificado até ao desfecho. A unidade do texto depende frequentemente de um mecanismo verbal ou situacional: repetição com variações, interpretação literal de uma expressão, incompatibilidade entre discursos, mudança inesperada de contexto ou quebra de uma expectativa. As personagens podem existir sobretudo como funções desse mecanismo. Assim, uma figura autoritária, ingénua, pedante ou oportunista é caracterizada por poucos traços, suficientes para que a situação cómica se desenvolva. O desfecho pode assumir a forma de uma punchline, isto é, uma fala final que reorganiza o sentido da cena e concentra o efeito humorístico. Também pode consistir numa inversão, numa revelação ou na interrupção deliberada da acção. A eficácia literária do skit depende da economia da escrita: cada fala deve contribuir para a progressão da situação ou para a preparação do efeito final.

Quando associado à sátira, o skit transforma uma situação particular numa representação reduzida de um problema mais amplo. Uma conversa entre duas personagens pode expor a burocracia de uma instituição; uma aula fictícia pode ridicularizar determinados modelos educativos; uma imitação literária pode revelar os lugares-comuns de um género ou escola estética. A brevidade facilita essa função porque permite seleccionar, exagerar e tornar imediatamente visível um traço considerado absurdo ou contraditório. A personagem tende, por isso, a representar uma atitude ou posição social, embora possa ultrapassar a simples caricatura quando o texto introduz ambiguidades ou distribui a crítica por diferentes intervenientes. O efeito satírico pressupõe frequentemente um conhecimento partilhado. Para reconhecer a deformação cómica, o leitor necessita de identificar o discurso, a obra, a personalidade ou a convenção que serve de modelo. Um skit muito dependente de circunstâncias imediatas pode, assim, perder parte da sua eficácia quando desaparece o contexto original. O seu valor reside, portanto, na capacidade de transformar uma situação mínima em comentário humorístico, crítico ou expressivo.

Bibliografia:

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